Febre amarela

A doença

É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus que pode ser de curta duração ou evoluir de forma grave, podendo levar à morte.. A doença não possui tratamento específico, sendo apenas sintomática, com cuidadosa assistência ao paciente em ambiente hospitalar. A vacina é a única forma de prevenção e está disponível gratuitamente na rede pública de todo país.

Os casos de Febre Amarela no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.

Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. Na febre amarela urbana o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti ao homem, mas esta não é registrada no Brasil desde 1942.

Sintomas

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada na pela ou branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Ao identificar alguns dos sintomas, a pessoa deve procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem, para as áreas de risco, realizada nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas.

Vacinação

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) alerta para necessidade de vacinação contra febre amarela. Pessoas que vão se deslocar para os estados com transmissão ativa da doença (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia) e catarinenses que vão para as cidades com  área de recomendação da vacina, devem se imunizar pelo menos 10 dias antes da viagem. Além disso, crianças com nove (9) meses de idade, independentemente do local de residência, devem ser vacinadas conforme calendário nacional de vacinação em vigor em 2018.

Contraindicação

A vacina não deve ser tomada por pessoas que se encontram nas situações abaixo:

  • Crianças menores de 9 meses de idade
  • Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade
  • Pessoas com alergia grave ao ovo
  • Pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350
  • Pessoas em de tratamento com quimioterapia/ radioterapia
  • Pessoas portadoras de doenças autoimune
  • Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).

Para os casos abaixo, é necessário que a pessoa seja avaliada por um profissional antes de tomar a vacina. Neste caso, é necessário medir os riscos e benefícios da vacinação:

  • Pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida;
  • Indivíduos com imunossupressão secundária à doença ou terapias;
  • Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);
  • Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe);
  • Transplantados e pacientes com doença oncológica em quimioterapia;
  • Indivíduos que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;
  • Indivíduos com reação alérgica grave ao ovo;
  • Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).
Elaboração:
Adriana Oliveira Romer  - SAIS - DAS- DS
José Eduardo Cacese Shiozawa - DS
Fonte: