null Servidora com diagnóstico de lúpus se diz aliviada por receber segunda dose da vacina contra Covid-19

Além de toda a apreensão e incertezas que a pandemia trouxe, a coordenadora da Central de Mandados e mediadora da comarca de São Miguel do Oeste, Daieli Luzia Scariot, aos 35 anos de idade, teve que lidar com o diagnóstico de lúpus, recebido logo depois do início do isolamento social. O próprio sistema imunológico do paciente de lúpus ataca os tecidos, causando inflamações.

A Organização Mundial da Saúde considerou que nesses casos a imunidade comprometida torna potencialmente maior a predisposição para apresentar as formas mais graves da Covid-19. “Foi muita novidade e insegurança juntas. Medo do coronavírus, medo da minha doença e medo das consequências da Covid-19 junto com a minha doença”, lembra.

Mas a ciência agiu rápido e a vacina surgiu como um alento para pessoas como Daieli, que fazem parte do grupo de risco por comorbidades. “Quando minha médica mencionou que eu teria direito à vacina, respirei um pouco mais aliviada”, conta. “Eu estava muito ansiosa pela vacina, que trouxe a possibilidade de retornar ao trabalho presencial, principalmente na minha atuação como mediadora. Pois sei que, embora as audiências virtuais venham somar como uma nova ferramenta, a gente não pode esquecer de humanizar o procedimento... de que o olho no olho vale muito nesse momento”, comemora.

Nos dias 26 de maio e 23 de junho, a servidora recebeu as doses de esperança. E, assim, se tornou a única servidora do fórum de São Miguel do Oeste a estar imunizada completamente. “Me surpreendi com esse levantamento, pois ainda não tinha percebido a relevância desse privilégio! Me fez refletir bastante. Que pena que foi por causa da minha doença, mas que bênção ter essa oportunidade!”, divide.

Daieli se diz grata por não ter contraído o vírus, nem seu esposo, que é policial militar, nem sua irmã e cunhado que são oficiais de justiça na comarca e continuaram o trabalho na rua, em contato constante com outras pessoas. A preocupação é com seus pais. Eles auxiliam nos cuidados com os netos. O pai, com 66 anos de idade, completou o esquema vacinal. E a mãe, com 62, recebeu a primeira dose. “Meu marido tomou a primeira dose pela profissão dele. Meus sogros também. Então, aos poucos vamos conseguindo retomar os abraços com maior segurança, mas cientes de que os cuidados ainda permanecem!”, reforça.

A coordenadora da Central de Mandados lembra que viu alguns amigos, colegas de trabalho, um vizinho e alguns conhecidos sofrerem com a contaminação. Mas o que mais marcou foi o adoecimento de um tio paterno que ficou 10 dias na UTI por complicações da Covid-19. Pela idade, ele já havia tomado as duas doses da vacina e, segundo os médicos, só se salvou por estar imunizado. O medo de perder os mais idosos foi um fator motivacional para Daieli buscar a vacina. Ela acredita que, dessa forma, diminui o risco de levar o vírus para casa e deixar que seus pais, por exemplo, adoeçam. “Estou ansiosa para tentar encontrar a ‘normalidade’ de antes e esperançosa de que a vacina contribua com isso!”

Alegria, alívio e tranquilidade

Duas doses de vacina no braço e inúmeros sentimentos. “Senti alegria, alívio e tranquilidade. Nem meu braço ficou dolorido”. Quem conta isso é Ademir Ratico, secretário da comarca de Campos Novos, no Meio-Oeste catarinense. Do grupo de mais de 70 pessoas que atuam na unidade, ele completou o ciclo de imunização contra o coronavírus em um intervalo de 28 dias. Antes disso, o servidor de 64 anos fez também a vacina contra a gripe.

A esposa recebeu a primeira dose. O desejo agora é de que ela, os colegas de trabalho e outros milhares de pessoas também tenham essa oportunidade. “Só com a vacinação para todos as coisas irão mudar. Tenho percebido isso pelos gráficos que mostram uma queda no número de mortes pela doença. Por isso a importância da conscientização”, reforça.

Conteúdo: Assessoria de Imprensa/NCI
Responsável: Ângelo Medeiros - Reg. Prof.: SC00445(JP)

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