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Tribunal do Júri condena mandante de ataques contra delegacias do norte da Ilha em 2017

Na primeira sessão do Tribunal do Júri da comarca da Capital, o Conselho de Sentença decidiu nesta terça-feira (11/2) pela condenação de um faccionado por ataques a duas delegacias da Polícia Civil na região do norte da Ilha, em 2017. O homem apontado como mandante foi sentenciado a cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime semiaberto, pelo crime de disparo de arma de fogo por duas vezes. Porque também responde por outros crimes, o réu continua encarcerado. Um outro homem que supostamente participou de um dos ataques foi absolvido. A sessão foi presidida pela juíza Paula Botke e Silva.

Para reivindicar a transferência de presos de uma facção criminosa de São Paulo, segundo a denúncia do Ministério Público, o réu determinou que a 7ª e 8ª delegacias fossem alvos de vários disparos de arma de fogo. Assim, no dia 8 de fevereiro de 2017, perto das 23h30min, dois homens não identificados em uma motocicleta efetuaram 28 tiros contra a unidade policial de Canasvieiras. Duas horas mais tarde, os criminosos jogaram uma faixa com a reivindicação e fizeram mais cinco disparos no bairro Ingleses.

A polícia conseguiu identificar o mandante, que já estava sendo investigado, e um suposto executor do segundo atentado. O Ministério Público ofereceu denúncia de tentativa de homicídio contra ambos, porque as duas delegacias estavam com policiais plantonistas. O Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidiu pela absolvição do suposto executor e desclassificou o crime do mandante para disparo de arma de fogo em via pública. 

Conteúdo: Assessoria de Imprensa/NCI
Responsável: Ângelo Medeiros - Reg. Prof.: SC00445(JP)

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