Dicas financeiras
null Como investir em renda fixa? - Parte 2

Na dica anterior, Como investir em renda fixa? - Parte 1, trouxemos importantes conceitos sobre investimentos em renda fixa e detalhamos alguns deles: a Poupança, o CDB e o Tesouro Direto.

Nesta dica, apresentaremos características de outros produtos de renda fixa: a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), a Letra de Crédito Agropecuário (LCA), a Letra de Câmbio (LC) e a Letra Hipotecária (LH).

As Letras de Crédito são importantes títulos do mercado financeiro, tanto por se apresentarem como boas oportunidades de investimento quanto por ajudarem a financiar relevantes áreas da economia. Elas são classificadas com base no ramo de atuação das empresas que as emitem: as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) subsidiam o desenvolvimento do setor imobiliário, enquanto que o setor agropecuário é responsável pela emissão de Letras de Crédito Agropecuário (LCAs). Exceto pela área de atuação, possuem características idênticas: são isentas de imposto de renda, garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), oferecem diversos tipos de prazos de vencimento (diário, mensal, semestral, anual, entre outros) e apresentam qualquer uma das três formas de rentabilidade (prefixada, pós-fixada ou híbrida).

Com características semelhantes, as Letras de Câmbio (LCs) são títulos emitidos por sociedades de crédito, instituições financeiras diferentes dos bancos (emissores dos CDBs). Ao comprar uma letra de câmbio, o investidor ¿empresta¿ dinheiro à financeira que emitiu o título e, em troca, receberá o valor acrescido de juros e correção monetária. Embora protegidas pelo FGC, não são isentas do imposto de renda.

Também garantidas pelo FGC, contudo isentas do imposto de renda, as Letras Hipotecárias (LHs) são títulos de renda fixa lastreados em créditos imobiliários. Segundo informação extraída do sítio da B3, o título é emitido por instituições financeiras que emprestam recursos ao Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e garantido pela caução de créditos hipotecários.

Aqui, vale o seguinte alerta: não é porque o título de crédito possui isenção do imposto de renda que ele será o mais vantajoso ou a melhor opção! Você, investidor, deve estar atento ao comparar as rentabilidades oferecidas, a instituição emissora e os prazos de liquidez de cada título, pois nem sempre a maior taxa corresponde à melhor rentabilidade líquida.

Ainda, cabe lembrar que, com exceção da poupança e do Tesouro Direto, os demais investimentos em renda fixa só serão restituídos ao investidor, com a rentabilidade acordada, na data de vencimento (que pode variar de um mês a muitos anos)!

Em síntese, com o intuito de auxiliá-lo na tomada de decisão, apresentamos nesta dica, bem como na anterior, as características de investimentos em renda fixa existentes no mercado financeiro. Ainda sobre o mesmo tema, na próxima dica falaremos a respeito dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Debêntures e fundos de renda fixa que mesclam diversos dos produtos apresentados.

E não esqueça! Antes de investir, busque sempre o auxílio de especialistas no assunto ou, preferencialmente, a assessoria de um profissional credenciado na área.

Tem alguma dúvida sobre este ou outro tema relacionado? Precisa de auxílio para o seu planejamento financeiro ou para iniciar seus investimentos? Escreva para nós: educacaofinanceira@tjsc.jus.br. Juntos, buscaremos a melhor forma de orientá-lo.

Elaboração
Leandro Ambros Gallon
Marcelo Dias e Silva
Equipe do Programa de Educação Financeira