Vestígios digitais em investigações criminais é tema de novo curso da AJ - Academia Judicial - Poder Judiciário de Santa Catarina
Estão abertas as inscrições para o curso Treinamento Teórico-prático em Vestígios Digitais, que será realizado de 3 a 19 de novembro de 2026, na Academia Judicial e através da plataforma Teams. O curso é dirigido a desembargadores(as) e juízes(as) do Poder Judiciário de Santa Catarina com atuação em unidades de competência criminal. A oferta é de 30 vagas.
Com carga horária de 24 horas, o curso busca ampliar os conhecimentos de desembargadores(as) e juízes(as) sobre a produção, preservação, análise e valoração de vestígios digitais em investigações criminais e processos judiciais. A formação abordará os exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina nas áreas de Informática Forense e Multimídia Forense, além das boas práticas relacionadas à cadeia de custódia, à autenticação e à verificação da integridade de arquivos digitais. Também serão discutidos os impactos do uso de aplicativos de mensagens, capturas e filmagens de tela e sistemas processuais eletrônicos sobre a preservação e o valor probatório das evidências digitais.
As aulas presenciais serão realizadas nos dias 18 e 19 de novembro, na Academia Judicial, e serão conduzidas pelos peritos criminais da Secretaria de Estado da Segurança Pública Wilson Leite da Silva Filho, Fernando Henrique Lonzett e Andrea Alves Guimarães Dresch. No período de 3 a 5 de novembro, as aulas serão síncronas, das 8h às 12 horas, através da plataforma Teams.
As inscrições permanecem abertas na página da Academia Judicial até o dia 14 de outubro de 2026. Havendo um número de interessados maior que o quantitativo de vagas ofertadas, será realizado sorteio. Confira abaixo o conteúdo programático do curso.
Unidade 1 - Panorama e evolução dos vestígios digitais
1.1. Natureza, volatilidade e ciclo de vida do dado digital
1.2. Distinção entre original, cópia e cópia forense
Unidade 2 - Atuação da Divisão de Informática Forense da PCI-SC
2.1. Principais exames realizados, possíveis entregas e limitações
2.2. Extração e análise de dados de dispositivos móveis e computadores
2.3. Recuperação de arquivos apagados, análise de registros de aplicativos e de mensagens e limites da atribuição de autoria
Unidade 3 - Atuação da Divisão de Multimídia Forense da PCI-SC
3.1. Principais exames realizados, possíveis entregas e limitações
3.2. Comparação de indivíduo por imagem e comparação de locutor
3.3. Transcrição forense de áudio, processamento e valorização de imagens e áudios
3.4. Análise de autenticidade e de integridade de arquivos de áudio e vídeo
3.5. Estimativa de velocidade de veículos por imagem
Unidade 4 - Coordenadoria de Cadeia de Custódia da PCI-SC
4.1. Cadeia de custódia, integridade e rastreabilidade dos vestígios digitais
Unidade 5 - Inteligência artificial e prova pericial
5.1. Aplicações e limitações da inteligência artificial na produção da prova pericial
5.2. Mídias sintéticas (deepfakes) e limites de sua detecção
Unidade 6 - Autenticação e verificação de integridade de arquivos digitais
6.1. Funções de resumo criptográfico (hash) e assinatura digital
6.2. Carimbo do tempo e metadados;
Unidade 7 - Tramitação dos vestígios digitais
7.1. Encaminhamento de mídias por aplicativos de mensagens, com recompressão, redimensionamento e supressão de metadados
7.2. Captura de tela (print) utilizada como substituta do arquivo original
7.3. Filmagem por aparelho celular, da tela em que o registro original é reproduzido
7.4. Conversão e compactação com perdas para atender a limites de tamanho de arquivo no upload a sistemas processuais eletrônicos (eproc/PJe)
7.5. Encaminhamento de link de armazenamento em nuvem, sem preservação do conteúdo e sem controle do prazo de retenção
7.6. Ausência de identificação do responsável por cada etapa da cadeia e de registro dos procedimentos de coleta
7.7. Efeitos práticos: exames inconclusivos, inviabilidade da análise de autenticidade, perda de metadados e de dados de aquisição e redução do valor probatório
Unidade 8 - Formulação de requisições e quesitos
8.1. O que pode ser objeto de exame, o que é tecnicamente inviável e de que modo a redação da requisição afeta o resultado
8.2. Guia de Orientações às Autoridades Solicitantes da PCI-SC
Unidade 9 - Atividades práticas com demandas reais