Curso credenciado pela Enfam capacita instrutores para serem formadores em Mediação e Conciliação Judiciais - Academia Judicial - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Curso credenciado pela Enfam capacita instrutores para serem formadores em Mediação e Conciliação Judiciais

02 agosto 2024 | 19h30min

A Academia Judicial iniciou nesta manhã (2/8) mais uma turma do Curso de Formação de Instrutores em Mediação e Conciliação Judiciais, que capacita magistrados e servidores para serem multiplicadores reconhecidos pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados - ENFAM. 

O curso é dividido em uma parte teórica, com encontros presenciais e aulas virtuais síncronas e assíncronas, divididos em 40 horas, e uma parte prática, que inicia em 3 de setembro de 2024 e se estende até setembro de 2026, e é caracterizada como um estágio supervisionado.  

“Como futuros instrutores dessa temática, esses Mediadores que agora voltam ao estudo para se tornarem multiplicadores credenciados, em curso reconhecido para tanto, somarão na frente que pretende seguir no trabalho de consolidar a estrutura de solução de conflitos no âmbito do Judiciário Catarinense”, destaca o Diretor-Executivo da Academia Judicial, desembargador Luiz Felipe Schuch. 

A juíza da 1ª vara Cível da comarca de Blumenau, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Quitéria Tamanini Vieira Peres, e o juiz da Vara da Infância e da Juventude da comarca de Toledo, do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, são os instrutores responsáveis por comandar a formação. Nesse primeiro encontro, os futuros docentes foram convidados a participarem de uma série de dinâmicas que tinha por objetivo, não apenas integrar os participantes, mas a realização de um diagnóstico das expectativas em relação ao curso, assim como a introdução das metodologias e ações que deverão ser aplicadas na prática. 

“Todas as dinâmicas desenvolvidas neste início têm por objetivo traçar o fio do que é a atividade do instrutor, o que é um planejamento de aula, os fundamentos didáticos-pedagógicos e as metodologias que podem ser utilizadas” explica a juíza Quitéria Taminini Peres, que também é formada em Psicologia. “É um processo de formação elevado a outro nível, no qual os alunos tornam-se atores do seu próprio processo de aprendizagem”, resume. 

A metodologia utilizada irá refletir na prática não apenas dos novos instrutores, mas dos futuros mediadores e conciliadores judiciais que, nas audiências, vão muito além do questionamento sobre a possibilidade de acordo. “É um conjunto apurado de técnicas, com embasamento científico, estudo consolidado pelo CNJ ao longo dos anos, de um ‘novo’ formato de abordagem que realmente é um ato de humanização dos processos”, reflete o juiz André Alexandre Happke, coordenador do Cejusc Estadual Catarinense. 

Desde os seus primórdios, a Academia Judicial tomou a frente da formação em Mediação e Conciliação em Santa Catarina. Neste processo, já foram formados mais de 800 conciliadores e mediadores judiciais, sendo que muitos deles atuam ainda hoje, conforme  informa Happke. De acordo com o coordenador, atualmente há mais de 500 profissionais em atuação, sendo em sua quase totalidade formados pela Academia Judicial. 

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