Caminhos Literários leva 'Capoeira em Movimento' ao CASE de São Miguel do Oeste - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Caminhos Literários leva 'Capoeira em Movimento' ao CASE de São Miguel do Oeste

Programa reuniu adolescentes do Centro de Atendimento Socioeducativo de SMO

16 julho 2026 | 14h48min

Adolescentes do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de São Miguel do Oeste participaram, na última semana, da 5ª edição do programa “Caminhos Literários no Socioeducativo: pelo direito à cultura”. Trata-se de uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Programa Fazendo Justiça, e com o apoio do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

O objetivo da ação é garantir o acesso à cultura para adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e fortalecer práticas pedagógicas e socioeducativas por meio da arte e da cultura. 

Dentro dessa programação, sete adolescentes entre 15 e 19 anos participaram da atividade “Capoeira em Movimento”, desenvolvida pelo contramestre Edson dos Santos Lemes, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de São Miguel do Oeste.

O coordenador pedagógico do CASE, Victor P. J. Kich, relata que a atividade iniciou com uma conversa sobre a história da capoeira que abordou suas origens, sua importância cultural e o papel da prática como símbolo de resistência e valorização da cultura afro-brasileira.

Na sequência, os adolescentes participaram de uma vivência prática, na qual aprenderam movimentos básicos, como a ginga e as esquivas, além de conhecerem a musicalidade da capoeira por meio do berimbau e do pandeiro, instrumentos que também puderam manusear e experimentar. “Os participantes conheceram a dinâmica da roda de capoeira, em uma atividade bastante participativa, que uniu cultura, movimento, aprendizado e interação”, relata.

Para o coordenador, a realização de ações como essa é extremamente importante porque reafirma que a socioeducação também passa pelo acesso aos direitos fundamentais, entre eles o direito à cultura. “O programa Caminhos Literários oportuniza que os adolescentes tenham contato com manifestações culturais que contribuem para sua formação humana, fortalecem sua identidade, ampliam suas perspectivas de vida e incentivam o protagonismo juvenil”, destaca.

Ele aponta ainda que, no caso da capoeira, além de conhecerem uma importante expressão da cultura brasileira, os adolescentes puderam vivenciar valores como respeito, disciplina, cooperação, autocontrole e convivência. “São experiências que enriquecem o processo socioeducativo e contribuem para o desenvolvimento da autoestima, da responsabilidade e da construção de novos projetos de vida”, reforça.

Sobre a receptividade dos participantes, o coordenador comenta que os adolescentes viram a atividade de uma forma positiva e participaram ativamente. Ele conta ainda que muitos deles nunca haviam tido contato com a prática e puderam aproveitar a oportunidade para aprender algo novo, conhecer instrumentos e experimentar os movimentos. “Foi possível perceber entusiasmo, envolvimento e respeito durante toda a atividade. A interação entre os participantes foi muito saudável, mostrando que iniciativas culturais como essa despertam interesse, promovem integração e tornam o ambiente socioeducativo mais acolhedor e significativo. Esse tipo de experiência reforça que a cultura é uma importante ferramenta de educação, inclusão e transformação social”, finaliza.

Sul do Estado

Em Criciúma, as atividades do Caminhos Literários repercutiram no CASE de Criciúma nesta semana. Na última terça-feira, 14 de julho, os adolescentes do CASE assistiram aos vídeos produzidos na oficina de ritmo, poesia e produção audiovisual, realizada pelo artista e produtor Vnegão, que contou com a participação de seis adolescentes da unidade.

 

"Projetos como este, da oficina de música hip-hop, incentivam o desenvolvimento da cultura e despertam nos adolescentes um sentimento de pertencimento e conexão com as suas realidades e comunidades de origem. É possível desmistificar alguns preconceitos e construir ensinamentos reflexivos a partir da música e dos sentimentos que ela provoca", destacou a pedagoga do CASE de Criciúma, Renata Carlos.

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