01 dezembro 2025 | 15h50min
Na comarca de Caçador, no meio-oeste catarinense, 27 participantes do Curso para Pretendentes à Adoção encerram a formação nesta segunda-feira (1º). Esta é uma etapa obrigatória no processo adotivo e um passo indispensável para capacitar os candidatos, ao promover compreensão sobre os desafios e responsabilidades da parentalidade adotiva.
Os 13 casais e uma pessoa solteira, residentes nos municípios de Caçador e Lebon Régis, iniciaram o curso em 3 de novembro. Com uma carga horária total de 15 horas, os cinco encontros semanais tiveram a condução das assistentes sociais forenses Priscila Denise Bastian Lara, Rosane de Fátima Schmidt Schuh e Sandra Regina Ribeiro Cruz, juntamente com a psicóloga Natasha Gouveia Studzinski.

Durante o período, foram abordados temas essenciais para a preparação dos futuros pais. Os encontros trouxeram reflexões sobre expectativas em relação à adoção. Ainda tratou de aspectos jurídicos e procedimentais, como guarda, tutela, destituição do poder familiar, Sistema Nacional de Adoção (SNA) e estágio de convivência.
Os participantes discutiram a diferença entre o filho idealizado e o filho real, além de expectativas versus realidade na parentalidade adotiva. A equipe abordou vínculos afetivos, adaptação familiar e impactos emocionais, e tratou da revelação da história de vida, da busca das origens e da construção da identidade na adoção.
“A preparação é fundamental para que os pretendentes compreendam não apenas os aspectos legais, mas também os desafios emocionais e sociais da adoção. Nosso objetivo é garantir que cada criança ou adolescente tenha uma família capaz de oferecer cuidado, afeto e estabilidade”, destacou a assistente social forense Priscila Denise Bastian Lara.

A partir do estudo psicossocial, da certificação de participação no curso de preparação para adoção e do parecer do Ministério Público, o juiz profere sua decisão, deferindo ou não o pedido de habilitação à adoção. No Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a formação ocorre mediante parceria da Academia Judicial do Poder Judiciário de Santa Catarina com a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja).