Comarca de Joinville oferece reflexão e apoio para ressocializar dependentes químicos  - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Comarca de Joinville oferece reflexão e apoio para ressocializar dependentes químicos 

Projeto da Central de Penas e Medidas Alternativas busca prevenir reincidência  

12 maio 2026 | 10h41min

A Central de Penas e Medidas Alternativas (CPMA) da comarca de Joinville concluiu, neste mês, um ciclo de encontros voltados à conscientização sobre dependência química entre pessoas em situação de dependência e que cumprem medidas alternativas aplicadas judicialmente. A sexta e última reunião desta edição do Grupo Reflexivo “Vem Ser” ocorreu na última sexta-feira, 8 de maio, com uma atividade de finalização e reflexão sobre os aprendizados construídos ao longo do processo.

Além da participação no grupo reflexivo, os envolvidos também precisam prestar serviços à comunidade e pagar pena pecuniária. O objetivo do programa é conscientizar os participantes sobre os malefícios do uso de entorpecentes, evitar a reincidência e oferecer apoio tanto aos dependentes quanto à rede familiar.

Os encontros foram conduzidos por assistentes sociais da CPMA, Sirlene Brandão e Samara Azevedo. “Nosso objetivo é conscientizar essas pessoas sobre os impactos das drogas e mostrar que é possível reconstruir trajetórias. Os ensinamentos trabalhados durante os encontros ficam na mente dos participantes e contribuem para evitar a reincidência”, explicou Sirlene.

 

Para a assistente social, o acolhimento e a orientação durante o processo de recuperação são fundamentais. “O grupo não atua apenas de forma educativa, mas também como espaço de apoio e orientação. Trabalhamos tanto com o dependente químico quanto com sua rede de apoio, porque a recuperação envolve toda a estrutura familiar e social”, acrescentou.

Ao longo das edições do projeto, relembra, já foram registradas histórias de superação e ressocialização. Entre os exemplos lembrados está o de um participante que vivia em situação de rua, conseguiu abandonar o uso de drogas, constituiu família e atualmente está empregado.

O avanço do consumo de drogas e seus impactos sociais seguem como um dos principais desafios enfrentados pela sociedade. Além dos prejuízos à saúde física e mental, alertam as profissionais, a dependência química frequentemente está associada ao rompimento de vínculos familiares, às dificuldades de inserção no mercado de trabalho e ao envolvimento em ocorrências policiais. Em muitos casos, pessoas abordadas em posse de entorpecentes acabam inseridas em medidas alternativas determinadas pela Justiça, que buscam não apenas a responsabilização, mas também a conscientização e a possibilidade de mudança de vida.

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