27 fevereiro 2026 | 14h17min
Uma comitiva formada por magistrados e servidoras do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) participou, entre os dias 25 e 27 de fevereiro, do Congresso Internacional de Justiça Restaurativa, realizado em João Pessoa, na Paraíba. O juiz Alexandre Takaschima palestrou no evento que reuniu magistrados, especialistas e representantes de instituições públicas com o objetivo de debater desafios e perspectivas da política restaurativa no Brasil.
Representaram o Judiciário catarinense as juízas Fabricia Alcântara Mondin, da comarca de Joinville, e Karina Muller, de comarca de Itajaí, além das servidoras Lilian da Silva Domingues Lopes e Danúbia Rocha Vieira, que integram o Comitê de Gestão Institucional de Justiça Restaurativa do TJSC.
O magistrado Alexandre Takaschima, coordenador do Núcleo de Justiça Restaurativa da comarca de Lages, participou do congresso a convite do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ao lado dos juízes Haroldo Rigo (TJSE) e Marcelo Salmaso, ele apresentou o mapeamento nacional dos programas de Justiça Restaurativa existentes nos tribunais brasileiros, reunindo dados quantitativos e qualitativos das iniciativas atualmente implementadas.
Segundo Takaschima, sua intervenção tratou dos dados do mapeamento realizado em 33 tribunais estaduais e federais. “Nosso enfoque foram as questões envolvendo os órgãos de macrogestão da Justiça Restaurativa, os cursos de formação, as formas e periodicidade da supervisão e os métodos mais utilizados pelos programas de JR nos tribunais, considerando os 20 anos de práticas restaurativas no Brasil”, explica.

Para o magistrado, a presença no congresso fortalece a qualificação técnica das equipes e amplia o diálogo institucional sobre o tema. “O evento teve palestrantes da Argentina, Estados Unidos e Austrália, além da troca de experiências nacional, acrescentando muito à formação e capacitação daqueles que trabalham com Justiça Restaurativa”.
Promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa da Paraíba (Nejure), o congresso também contou com especialistas internacionais. Ao longo dos três dias, foram discutidas práticas inovadoras voltadas à resolução de conflitos, reparação de danos e promoção da cultura de paz.