Coordenadora do Projeto Espelhos, do TJSC, participa de evento promovido pela ONU - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Coordenadora do Projeto Espelhos, do TJSC, participa de evento promovido pela ONU

Iniciativa atua no enfrentamento da violência doméstica e familiar por meio de grupos reflexivos com mulheres

09 março 2026 | 14h30min

A professora Andreia Giacomozzi, coordenadora do Projeto Espelhos, foi selecionada para integrar a delegação brasileira que participa da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (CSW70), como representante do setor acadêmico. O evento, considerado o maior encontro anual da ONU sobre igualdade de gênero e direitos das mulheres, ocorre de 9 a 19 de março, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, com transmissão ao vivo pela UN Web TV.

O Projeto Espelhos, desenvolvido em parceria entre o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e outros órgãos públicos, atua no enfrentamento da violência doméstica e familiar por meio de grupos reflexivos com mulheres, encontros formativos e ações de apoio institucional. Com base em uma abordagem interdisciplinar e humanizada, o projeto busca fortalecer o acesso à justiça, promover autonomia e ampliar redes de proteção, aproximando a academia, o sistema de justiça e a sociedade civil para qualificar o atendimento e as políticas públicas voltadas às mulheres.

A partir desta segunda-feira, 9 de março, a professora Andreia passa a participar oficialmente da programação da CSW70, que reúne Estados-membros, organizações da sociedade civil, ativistas, jovens, setor privado e representantes da academia. Ao longo de dez dias, estarão em foco discussões e recomendações sob o tema: “Garantir e reforçar o acesso à justiça para todas as mulheres e meninas”.

Durante a conferência, são destacadas ações essenciais para ampliar o empoderamento feminino e fortalecer o acesso à justiça em nível mundial, incluindo iniciativas voltadas a combater a impunidade por meio do fechamento de brechas legais e do fortalecimento dos mecanismos de responsabilização; promover reformas legislativas capazes de eliminar normas discriminatórias; assegurar financiamento adequado aos sistemas de justiça, com recursos destinados à assistência jurídica e a serviços centrados nas sobreviventes; investir no fortalecimento de organizações femininas responsáveis por impulsionar reformas, apoiar sobreviventes e mobilizar a sociedade; e ampliar o uso da tecnologia e de dados para aprimorar a eficácia das leis, combater vieses algorítmicos e enfrentar a violência e o abuso online.

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