A desembargadora Rosane Portella Wolff, corregedora-geral do Foro Extrajudicial, teve sua tese de doutorado em Direito aprovada com louvor pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A defesa aconteceu na noite da última quinta-feira, 11 de junho, e recebeu recomendação para publicação.
Intitulada “Prevenção das violências contra crianças e adolescentes no ambiente digital: literacia digital e articulação interinstitucional como estratégia de proteção”, a pesquisa aborda formas de enfrentar crimes praticados contra o público infantojuvenil na internet. O trabalho destaca a importância da educação digital — chamada de literacia digital — e da atuação integrada entre diferentes órgãos como caminhos para ampliar a proteção.
A tese tem como base o programa Conhecer para se Proteger, uma iniciativa institucional voltada justamente à prevenção de crimes no ambiente digital e à promoção do uso seguro da internet por crianças e adolescentes. O projeto foi idealizado pela própria desembargadora durante sua gestão à frente da Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (CEIJ).
O programa foi desenvolvido com o apoio do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional, além de contar com a parceria da Polícia Civil de Santa Catarina e da Secretaria de Estado da Educação. A proposta busca orientar jovens, famílias e educadores sobre riscos no ambiente virtual e formas de prevenção.
Ao transformar essa experiência prática em pesquisa acadêmica, a desembargadora contribui para o debate sobre políticas públicas de proteção digital, ao mesmo tempo que reforça a necessidade de uma atuação conjunta entre instituições e da conscientização da sociedade para enfrentar as violências no meio virtual.
A tese foi desenvolvida sob a orientação da professora doutora Josiane Rose Petry Veronese. A banca examinadora responsável pela avaliação do trabalho foi composta pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Soares da Fonseca, pela professora doutora Rosane Leal da Silva, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e pela professora doutora Geralda Magella de Faria.