Juíza aborda violência doméstica e fortalecimento de vínculos em colégio de Criciúma - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Juíza aborda violência doméstica e fortalecimento de vínculos em colégio de Criciúma

Atividade reuniu comunidade escolar para discutir aspectos relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher

25 setembro 2026 | 11h42min

A juíza Letícia Pavei Cachoeira, titular do Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da comarca de Criciúma, participou neste mês do encontro “Café com Bordado: tecendo conversas sobre violência doméstica”, realizado com estudantes do Marista Escola Social Irmão Walmir, em Criciúma, e integrantes da comunidade. A atividade promoveu um espaço de diálogo e reflexão sobre a violência doméstica, ao reunir diferentes perspectivas para tratar de questões relacionadas à prevenção, ao acolhimento e aos mecanismos previstos na legislação para o enfrentamento desse tipo de violência.

Durante o encontro, a magistrada contribuiu com informações e reflexões sobre os aspectos jurídicos que envolvem a violência doméstica, especialmente no que se refere à efetivação e à execução da Lei Maria da Penha.

Foto horizontal: mulher de branco borda tecido à mesa, cercada por linhas coloridas, bastidores e outras participantes. 

“A aproximação entre o Judiciário e a comunidade é fundamental para ampliar o acesso à informação e à proteção. Estar em um ambiente acolhedor, dialogando com estudantes, jovens e famílias, permite tratar um tema tão sensível de forma mais próxima e preventiva. A informação gera consciência, fortalece vínculos e pode ser decisiva para romper ciclos de violência“, pontuou a juíza.

Para a psicóloga escolar e educacional da instituição de ensino, Letícia Ramos Melo, as informações trazidas pela titular da unidade judicial de violência doméstica foram significativas para a proposta da atividade. “A participação foi muito positiva. Ela contribuiu bastante para a discussão, trazendo aspectos jurídicos importantes, principalmente no que diz respeito à efetivação e execução da Lei Maria da Penha”, afirmou.

Com uma proposta de conversa leve e informal, o encontro utilizou o bordado como elemento de aproximação e construção coletiva. A atividade buscou reunir homens e mulheres em torno de um diálogo sobre experiências, dúvidas e conhecimentos relacionados à violência doméstica. A discussão também contou com a participação da psicóloga Josene Nazario, do Projeto Adinkras.

Foto horizontal: participante de branco segura bastidor com tecido e letras traçadas durante oficina de bordado. 

A oficina de bordado foi conduzida pela bordadeira Débora Oliveira, que trabalhou a atividade como um gesto simbólico de tecer e reafirmar palavras de empoderamento. A escolha do bordado esteve relacionada à própria proposta do encontro: assim como diferentes fios se entrelaçam para formar uma composição, diferentes experiências e perspectivas podem contribuir para uma compreensão mais ampla sobre a temática.

A atividade, realizada no último dia 19 de setembro, um sábado, foi organizada pela psicóloga Letícia Ramos Melo e pelo professor Janquiel Pires, em parceria com a Casa Maria Fernanda, projeto e grupo de acolhimento e empoderamento feminino liderado por Eliz de Oliveira.

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