Juíza palestra sobre violência doméstica, medidas de proteção e formas seguras de procurar apoio - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Juíza palestra sobre violência doméstica, medidas de proteção e formas seguras de procurar apoio

Encontro em Rio das Antas orienta mulheres sobre como identificar e romper o ciclo da violência

02 setembro 2026 | 14h41min

Mais de 100 mulheres participaram da palestra "Vozes que Protegem", realizada no Centro de Convivência de Rio das Antas, município integrante da comarca de Caçador. A atividade fez parte do evento "Café que Acolhe", promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social dentro da programação do Agosto Lilás, nesta segunda-feira, dia 31. A palestra foi ministrada pela juíza Nathana Campos Dias de Souza, da Vara Criminal da comarca de Caçador, e reuniu mulheres entre 15 e 80 anos de idade. Logo no início do encontro, a magistrada convidou as participantes a refletir sobre o significado do Agosto Lilás. Entre as palavras citadas surgiram coragem, liberdade, violência e acolhimento.

Foto horizontal: juíza Nathana Campos Dias de Souza fala ao microfone durante palestra, vestindo traje em tom bordô e óculos. 

Ao longo da conversa, a juíza apresentou informações sobre a Lei Maria da Penha e explicou os diferentes tipos de violência contra a mulher, com destaque para o ciclo da violência doméstica. "A proposta foi ajudar as participantes a reconhecer sinais que muitas vezes passam despercebidos ou são naturalizados dentro das relações", observou.

Além dos aspectos legais, a magistrada compartilhou orientações práticas para situações de violência. Entre elas, a importância de confiar a alguém próximo o que está acontecendo, manter documentos pessoais próprios e dos filhos em local seguro e deixar roupas e itens essenciais na casa de uma pessoa de confiança para eventual necessidade de saída rápida do ambiente de risco.

Foto horizontal: mulheres participam de encontro em salão decorado em tons de roxo e rosa, reunidas em mesas e cadeiras diante de uma apresentação. 

Nathana também reforçou a necessidade de manter à disposição contatos de emergência, inclusive em formato impresso, para casos em que o aparelho celular seja danificado ou destruído pelo agressor. Outra recomendação foi que, diante de uma agressão, a vítima procure permanecer longe de locais da residência que ofereçam maior risco, como cozinha e banheiro. “Falei sobre os tipos de violência, indiquei alguns números de telefone emergenciais e também dei algumas dicas de como agir no momento da agressão”, relatou a magistrada.

A expectativa inicial era reunir cerca de 80 participantes. Mesmo com as chuvas registradas na região, o público superou a previsão. “Surpreendentemente, não paravam de chegar mulheres. Me chamou a atenção a diversidade etária do grupo, o que me desafiou quanto à abordagem, mas acredito que foi positivo. Elas ficaram muito atentas ao que eu falava”, destacou.

Foto horizontal: juíza Nathana Campos Dias de Souza fala ao microfone para mulheres reunidas em mesas decoradas em tons de roxo, durante palestra. 

Ao final da palestra, algumas participantes procuraram a magistrada para compartilhar experiências pessoais de violência doméstica, relatar situações já enfrentadas ao longo da vida e mostrar marcas. "Várias mulheres estavam visivelmente emocionadas", frisou. Ao encerrar a atividade, Nathana reforçou a mensagem de acolhimento às mulheres e destacou que o Poder Judiciário está à disposição para garantir orientação, proteção e encaminhamento às vítimas de violência.

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