24 setembro 2025 | 15h00min
O Núcleo de Justiça Restaurativa da comarca de Lages completou dois anos de atuação e celebrou a data com uma ação especial voltada à saúde mental, em alusão ao Setembro Amarelo. O evento, que integrou dois importantes motivos, foi realizado no Salão do Júri do Fórum Nereu Ramos e reuniu servidores, magistrados e estagiários em um momento de acolhimento e autocuidado.
A iniciativa contou com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, que ofereceu práticas integrativas e complementares em saúde (Pics), como auriculoterapia, aromaterapia, massoterapia e teste rápido para detecção de quatro doenças. Técnicas como essas, reconhecidas pelo Ministério da Saúde desde 2006, auxiliam no manejo emocional e na promoção do bem-estar sem substituir tratamentos convencionais, mas atuando como suporte ao cuidado integral.
Durante o encontro, profissionais da saúde explicaram como essas práticas ajudam a reconhecer emoções, lidar com a ansiedade e promover equilíbrio mental. “Muitas vezes, o que falta é tempo e espaço seguro para entender o que estamos sentindo. As práticas integrativas oferecem esse caminho”, destacou a coordenadora do Laboratório de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, Kelly Priscila Almeida Antunes.
As práticas integrativas ajudam a criar esse espaço de acolhimento e autoconhecimento. “Nosso objetivo é mostrar que cuidar da saúde mental é possível com ferramentas acessíveis e eficazes”, completou. Além dessas atividades, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) aferiu pressão arterial e fez testes de glicemia.
Para a servidora Cassia Becker Brandt, momentos assim são essenciais. “É importante esta pausa para lembrar que precisamos parar e nos cuidar. Achei a iniciativa muito bacana.” Materiais informativos relacionados às Pics e à Justiça Restaurativa foram distribuídos aos participantes, que também receberam um lanche saudável.
Espaço para construção de paz
O Núcleo de Justiça Restaurativa de Lages foi inaugurado em 11 de setembro de 2023 e é considerado referência estadual na promoção da cultura de paz. Coordenado pelo juiz Alexandre Takaschima, o núcleo atua com facilitadores capacitados em círculos de construção de paz e comunicação não violenta, voltados à responsabilização consciente e à restauração de vínculos sociais.
Desde sua criação, tem desenvolvido ações com adolescentes, autores de violência doméstica, servidores públicos e comunidades escolares. “A Justiça Restaurativa é uma ferramenta de transformação social. Quando a comunidade participa do processo restaurativo, ela também se cura. É um movimento coletivo de responsabilização e reconexão”, concluiu o magistrado.