TJSC assume papel de facilitador em diálogo institucional entre servidores e administração - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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TJSC assume papel de facilitador em diálogo institucional entre servidores e administração

Medida, em caso que envolveu o município de Navegantes e servidores, enfrenta causa e não apenas efeito do conflito

08 julho 2026 | 15h41min

Mediação conduzida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) na tarde desta terça-feira, 7 de julho, contribuiu para o encerramento da ação declaratória de abusividade e ilegalidade de greve, proposta pelo município de Navegantes contra o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Foz do Rio Itajaí (Sindifoz). O acordo firmado entre as partes ultrapassa a solução imediata do movimento paredista e inaugura um modelo de processo estrutural voltado ao tratamento permanente das causas que originaram o conflito.

O procedimento foi realizado na sede do TJSC e conduzido no âmbito do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc Estadual), onde município e sindicato construíram, de forma consensual, soluções para o encerramento do movimento grevista e instituíram mecanismos permanentes de diálogo e acompanhamento das demandas ainda existentes.

Foto horizontal: integrantes do Comitê de Gestão de Pessoas do TJSC participam de reunião institucional em torno da mesa de deliberações, durante discussão de pautas administrativas. 

Entre os principais pontos do acordo está a adoção da metodologia do processo estrutural, que busca enfrentar as causas subjacentes ao conflito por meio de atuação cooperativa, gradual e orientada pelos princípios da boa-fé, da transparência, da participação dos envolvidos e da máxima efetividade das soluções pactuadas.

Contemplou-se, ainda, cláusula inovadora de prevenção de novos conflitos. Município e sindicato comprometeram-se a buscar previamente a mediação perante o Cejusc Estadual sempre que surgirem divergências relacionadas às matérias tratadas, priorizando a solução consensual antes da adoção de medidas que possam resultar em nova paralisação dos serviços públicos.

Para a desembargadora Fernanda Sell, vice-coordenadora do Sistema dos Juizados Especiais e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Cojepemec), que presidiu a sessão de mediação, a experiência evidencia a evolução do papel institucional do Poder Judiciário na solução de conflitos coletivos. "O Judiciário contemporâneo não se limita a homologar acordos ou decidir litígios. Atua como facilitador do diálogo institucional, criando ambientes seguros para que as próprias partes construam soluções sustentáveis. A adoção do processo estrutural permite enfrentar as causas do conflito, e não apenas seus efeitos imediatos, fortalecendo a cultura da consensualidade e contribuindo para a continuidade dos serviços públicos", destacou.

A decisão homologatória do acordo foi prolatada nesta quarta-feira (8) pelo desembargador relator Paulo Henrique Moritz Martins da Silva. A sessão contou com a participação do coordenador do Cejusc Estadual, juiz de direito de 2º grau André Alexandre Happke.

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