13 agosto 2026 | 11h35min
Empresas, hospital, setores da Administração Municipal e outros espaços coletivos pararam recentemente suas atividades para dedicar alguns minutos a um bate papo sobre prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres. Diversas ações mobilizam a comunidade de Guarujá do Sul, no Extremo Oeste, em torno da campanha Agosto Lilás. São visitas de profissionais que atuam em órgãos da rede de proteção e atendimento à mulher, como a assistente social forense da comarca de São José do Cedro, Patricia Vedana.
A iniciativa é coordenada pela Proteção Social Especial (PSE), da Secretaria Municipal de Assistência Social, e se estende ao longo do mês de agosto. Com o mote "O silêncio protege a violência, a comunidade protege as mulheres", a campanha envolve ações de conscientização e sensibilização, promovendo diálogos sobre violência de gênero, direitos das mulheres, rede de proteção e formas de acesso aos serviços de apoio.
De acordo com a servidora do Poder Judiciário de Santa Catarina, a campanha reafirmou a importância da atuação integrada da rede de proteção e do envolvimento de toda a comunidade na prevenção da violência de gênero, fortalecendo o compromisso coletivo com a promoção dos direitos das mulheres e a construção de uma sociedade mais justa e segura para todas.
"É fundamental dialogarmos sobre essa temática com o maior número possível de pessoas. Somente assim poderemos construir relações mais equitativas, livres de práticas machistas e misóginas, e efetivamente comprometidas com a proteção das mulheres. Estar nos locais de trabalho, onde as relações sociais acontecem cotidianamente, potencializa muito esse processo, pois alcança pessoas que talvez não fossem atingidas por outros meios", destacou Patrícia.
A psicóloga da Proteção Social Especial de Guarujá do Sul, Ana Carolina Alberti, reforçou a importância das ações preventivas e da conscientização da comunidade. "Campanhas como esta precisam ser cada vez mais difundidas, contribuindo para a prevenção e para a construção de uma sociedade mais consciente e comprometida com a proteção das mulheres. A proposta não é esperar que a mulher esteja em uma situação de violência para então atendê-la, mas também trabalhar com informação e prevenção, levando essa discussão para a comunidade e construindo o diálogo junto às pessoas", afirmou.
Além do PJSC, participam representantes do Ministério Público, Polícia Militar - por meio da Rede Catarina -, Polícia Civil e serviços municipais, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS), fortalecendo a articulação intersetorial necessária para o enfrentamento da violência contra a mulher.