Projeto transforma 3,5 toneladas de plástico em 272 bolas para crianças e adolescentes acolhidos - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Projeto transforma 3,5 toneladas de plástico em 272 bolas para crianças e adolescentes acolhidos

Material esportivo foi enviado a 11 instituições de acolhimento e ao Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora

09 outubro 2026 | 14h38min

Um pequeno gesto, multiplicado pela solidariedade de muitas pessoas, ganhou forma de bola e chegou a crianças e adolescentes atendidos pelo Programa Novos Caminhos, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Nesta sexta-feira (9), a ação Tampinhas do Bem entregou 272 bolas a 11 instituições de acolhimento de Joinville e região e ao Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, que integram o programa. A entrega ocorreu no Centro de Responsabilidade Social SESI Joinville e reuniu representantes do SESI, voluntários e integrantes das entidades beneficiadas.

A iniciativa arrecadou 3,5 toneladas de tampinhas plásticas em mais de 90 pontos de coleta. Depois de separadas por cores, com a participação de voluntários — entre eles muitas pessoas idosas, que encontram na atividade uma oportunidade de convivência e participação social —, as tampinhas seguem para a reciclagem. Os recursos obtidos com a destinação do material são revertidos na compra de bolas, unindo sustentabilidade e impacto social.

 

Para Simone Brandão, interlocutora de Responsabilidade Social e Cultura do SESI, a mobilização demonstra como atitudes simples podem gerar resultados significativos quando realizadas coletivamente. “Quando uma tampinha chega até nós, ela pode parecer pequena, mas, quando milhares de pessoas se mobilizam, conseguimos transformar esse pequeno gesto em algo muito maior. São 3.500 quilos de tampinhas que agora se transformam em 272 bolas e chegam até crianças e adolescentes que vivem em casas de acolhimento. É sustentabilidade que gera impacto social”, destacou.

Além de incentivar a prática esportiva e o lazer, os materiais vão contribuir para as atividades cotidianas das entidades que atendem crianças e adolescentes participantes do Programa Novos Caminhos. Para algumas delas, a chegada das bolas representa também a renovação de equipamentos utilizados com frequência.

É o caso do Projeto AMA 3, de Araquari, que acolhe 20 crianças e adolescentes. A coordenadora técnica, Patrícia Rozza Malaquias, conta que o espaço dispõe de uma quadra para a prática de esportes, mas o uso frequente dos materiais exige reposições constantes. “Isso faz toda a diferença e chegou em muito boa hora. No nosso espaço, temos uma quadra onde eles podem praticar esportes, mas, como são muitas crianças, as bolas estragam com frequência. Já estávamos na hora de comprar novas, então foi ótimo receber esse material”, relatou.

No Ecos da Esperança, onde vivem 25 crianças e adolescentes, as bolas também serão utilizadas ao longo do ano em atividades que vão além do acolhimento. A entidade desenvolve dois projetos no contraturno escolar, com práticas esportivas que incluem crianças do bairro, ampliando o alcance das ações e promovendo a convivência comunitária. Por isso, o recebimento dos materiais é importante para manter a programação, conforme explica o coordenador da instituição, Douglas Jung. “Temos dois projetos que acontecem no Ecos, no contraturno escolar, nos quais temos a prática esportiva, que inclui as crianças do bairro. Esse material é usado o ano inteiro, então é muito importante recebê-lo para dar continuidade às atividades”, afirmou.

As bolas também terão um papel importante no Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, que conta atualmente com 67 famílias habilitadas. Ao todo, 51 crianças e adolescentes estão acolhidos em 41 dessas famílias. Na sede do serviço, os materiais são utilizados em momentos de interação entre as crianças e seus familiares de origem durante as visitas, contribuindo para fortalecer os vínculos. A coordenadora, Patrícia Caetano, destaca a importância desses momentos para o trabalho desenvolvido. “As crianças utilizam as bolas na sede do projeto para interagir com a família de origem durante as visitas. É um momento de interação, então receber os materiais é gratificante, porque trabalhamos essa integração”, explicou.

Sobre o Novos Caminhos

Santa Catarina tem aproximadamente 2 mil crianças, adolescentes e jovens acolhidos em cerca de 250 instituições de acolhimento distribuídas pelos 295 municípios. O Programa Novos Caminhos também alcança aqueles que já foram desligados das medidas de proteção e podem continuar usufruindo das oportunidades oferecidas. Jovens egressos de outros estados que residem em Santa Catarina também podem ser atendidos.

Além do TJSC, da AMC e da FIESC, tornaram-se parceiros do programa, ao longo de sua existência, as seguintes entidades: Serviço Social da Indústria e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Sesi/Senai/Fiesc); Ordem dos Advogados do Brasil/Santa Catarina (OAB/SC); Ministério Público de Santa Catarina (MPSC); Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial e Serviço Social do Comércio (Senac/Sesc/Fecomércio/SC); Associação Catarinense de Medicina (ACM); Fundação de Estudos Superiores de Administração e Gerência (Fesag); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/Faesc); Centro de Integração Empresa-Escola do Estado de Santa Catarina (CIEE/SC); Geração de Emprego e Renda e Apoio ao Desenvolvimento Regional (Gerar); Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (Celesc); Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA); Associação dos Notários e Registradores de Santa Catarina (Anoreg); e Sindicato dos Notários e Registradores de Santa Catarina (Sinoreg).

Somam-se aos parceiros de Santa Catarina, por meio da adesão à nacionalização do Programa Novos Caminhos proposta pelo Conselho Nacional de Justiça, as seguintes entidades: Axia Energia; Banco do Brasil (BB); Correios; Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat); e Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT 12).

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