O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) promove nesta quinta e sexta-feira, 11 e 12 de junho, o III Seminário do Programa Indira – “20 anos da Lei Maria da Penha: refletindo sobre relações de afeto, violências, silêncios e feminicídio”. O encontro reunirá pesquisadores, magistrados, servidores e especialistas de diferentes áreas para discutir um dos temas mais urgentes da sociedade brasileira.
Realizado no Auditório Ministro Teori Zavascki, na sede do TJSC, o seminário contará com palestras de pesquisadores, profissionais da saúde, integrantes do sistema de Justiça, representantes de organismos internacionais e professores dedicados ao estudo da violência contra a mulher. A programação reúne nomes de diversas instituições do país e do exterior.
Entre os destaques está a participação da professora Dabney P. Evans, da Emory University, nos Estados Unidos. Reconhecida internacionalmente por suas pesquisas sobre violência de gênero, direitos humanos e saúde pública, ela ministrará a palestra "Construção de Instrumento de Avaliação de Risco de Feminicídio", com foco no autor da violência.
Dabney participou de um projeto que entrevistou 160 feminicidas em 11 países, experiência que a colocou em contato direto com uma das mais abrangentes iniciativas de pesquisa sobre o tema. Seus estudos analisam as relações entre gênero, saúde e justiça social, com foco especial na prevenção da violência contra as mulheres.
Outro momento aguardado será a palestra "Permita Que Eu Fale, Inclusive das Minhas Cicatrizes", apresentada por Lili de Grammont. Psicóloga, psicanalista, coreógrafa e ativista, ela transformou uma história marcada pela violência em trabalho de acolhimento e conscientização.
Filha da cantora Eliane de Grammont e do cantor Lindomar Castilho, Lili tinha dois anos quando o pai assassinou a mãe, em 1981, em um dos casos de feminicídio mais conhecidos no país. Décadas depois, transformou essa história em trabalho de acolhimento, conscientização e defesa dos direitos de mulheres em situação de violência e de órfãos do feminicídio.
A programação também abordará temas como relações de afeto, violência doméstica, patriarcado, feminicídio, violência virtual contra mulheres, população LGBTQIA+ e mecanismos de proteção previstos na Lei Maria da Penha.
Criado pelo TJSC, o Programa Indira oferece acolhimento, orientação e encaminhamento a magistradas, servidoras e colaboradoras da instituição em situação de violência doméstica e familiar. A iniciativa também desenvolve ações de prevenção e conscientização.
Promovido pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica (Cevid), pelo Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) e pela Academia Judicial, o seminário integra as ações do Programa Indira.
A solenidade de abertura terá a participação do presidente do TJSC, desembargador Rubens Schulz; da diretora-executiva da Academia Judicial, desembargadora Vera Lúcia Ferreira Copetti; da coordenadora da Cevid, desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho; do coordenador do NIS, desembargador Sidney Eloy Dalabrida; da presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), juíza Janiara Maldaner Corbetta; e da presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Santa Catarina (Sinjusc), Carolina Rodrigues Costa.
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