30 setembro 2026 | 18h53min
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) participou da 5ª Reunião Nacional de Governança do Sistema eproc, realizada nos dias 28 e 29 de setembro, em Campo Grande (MS). O encontro reuniu magistrados, gestores técnicos, gestores negociais e representantes dos tribunais que integram o Comitê Nacional de Governança do Sistema para discutir projetos em andamento, demandas institucionais e os próximos passos da plataforma.
A comitiva catarinense foi formada pelo juiz auxiliar da Presidência e coordenador do eproc no TJSC, Rafael Sandi; pelo diretor de Tecnologia da Informação, Daniel Moro de Andrade; pelo assessor do Núcleo de Tecnologia e Inovação da Presidência, Eduardo Strobel Pinto; pela assessora da Presidência Alessandra de Oliveira Horn; pelo gestor negocial do eproc, Thiago Aguiar; e pela gestora técnica do eproc, Fernanda Oviedo Bizarro.
A presença do TJSC ganhou destaque em razão da trajetória de Santa Catarina na construção do modelo de governança do eproc. A estrutura hoje adotada nacionalmente foi desenvolvida de forma colaborativa a partir da experiência catarinense, consolidada ao longo dos anos e reconhecida pelos tribunais usuários do sistema como uma referência de organização e gestão.
"O eproc é um sistema construído em comunidade. Ver o modelo de governança nascido em Santa Catarina servir de base para a governança nacional, e nossas equipes à frente de projetos estratégicos, mostra a maturidade do trabalho desenvolvido aqui e o quanto a colaboração entre tribunais acelera a evolução da Justiça digital", afirma o juiz auxiliar da Presidência e coordenador do eproc no TJSC, Rafael Sandi.
Hoje, o TJSC compartilha com o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a coordenação da governança nacional do eproc, ajudando a conduzir as discussões sobre melhorias, prioridades e evolução do sistema. O modelo permite que os tribunais participem das decisões de forma horizontal, apresentando necessidades, propondo soluções e contribuindo para o desenvolvimento conjunto da ferramenta.
Durante o encontro, voltou a ser evidenciada a característica que diferencia o eproc: sua construção cooperativa entre as instituições que utilizam a plataforma. O coordenador nacional do eproc, juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli, destacou que um dos principais desafios do eproc é seguir com esse modelo de governança colaborativa. “Além disso, prosseguir com algo do sistema em que estamos investindo muito, que é a questão da riqueza e automatização dos dados, e também trabalhar a inteligência artificial no eproc”, disse o magistrado.
O trabalho desenvolvido em Santa Catarina vem auxiliando outros tribunais nas mais variadas fases de implantação, como no caso do anfitrião, que está em uma das mais complexas, a fase de adaptação. Para eles, ouvir relatos e experiências de tribunais que já utilizam o sistema há mais tempo ajuda a entender melhor o caminho.