TJSC participa de operação conjunta e prende hacker ligado a invasões de sistemas do Judiciário - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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TJSC participa de operação conjunta e prende hacker ligado a invasões de sistemas do Judiciário

Investigação envolveu ainda CNJ, Polícia Federal e Polícia Civil do Rio de Janeiro

26 setembro 2025 | 13h52min

O Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, prendeu nesta sexta-feira, 26 de setembro, um homem apontado como um dos principais hackers responsáveis por ataques a sistemas governamentais, como o Sinesp e a Receita Federal. Ele também é associado a ataques cibernéticos com uso indevido de credenciais de servidores e magistrados em sistemas sob responsabilidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tais como Sisbajud, Renajud e BNMP.

O suspeito tem mandado de prisão ativo, expedido pela Vara Federal Criminal/RJ, pelos crimes de organização criminosa (art. 2º, §§ 3º e 4º, II, da Lei 12.850/2013) e lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/1998). No âmbito do TJSC, está vinculado a pelo menos sete casos que envolvem expedição e revogação indevidas de mandados de prisão, além de alterações irregulares de Registros Judiciais Individuais (RJI).

A partir do primeiro caso registrado na Justiça catarinense, a equipe da Divisão de Inteligência iniciou trabalho conjunto com a Divisão de Segurança da Informação do CNJ e com a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal (DIOE/CGCIBER/DCIBER/PF). A PF instaurou inquérito policial, que reuniu elementos concretos contra o suspeito e resultou na concessão de medidas cautelares.

Segurança Institucional 

Em maio de 2025, equipes prenderam em Canoas/RS um suspeito relacionado ao caso Renajud, em operação conjunta com a Divisão de Investigação Criminal de Balneário Camboriú (PCSC). As diligências obtiveram dados robustos contra o hacker e embasaram pedidos de medidas cautelares.

Diante do risco de fuga e da ameaça à ordem pública, as autoridades confirmaram a existência de ordem judicial pretérita e cumpriram o mandado de prisão referente aos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, enquanto avançam os demais inquéritos policiais.

De acordo com o desembargador Sidney Eloy Dalabrida, coordenador do NIS, “a atuação integrada do Tribunal de Justiça com os órgãos de investigação reforça a proteção de dados, a confiabilidade dos sistemas e a solidez da governança de segurança institucional do Judiciário”. Ainda segundo o magistrado, a prisão representa um avanço significativo nas investigações em curso, especialmente no que diz respeito à atuação de grupos especializados em fraudes digitais e invasões a sistemas judiciais e administrativos.

O desembargador Dalabrida acrescenta que a investigação da quadrilha se iniciou com a equipe da Segurança Institucional do TJRJ, que provocou a PF, juntando-se à investigação ora em tramitação encaminhada pelo NIS/TJSC para a mesma instituição policial.

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