Xanxerê reforça ações de combate à violência doméstica com programação nas escolas - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Xanxerê reforça ações de combate à violência doméstica com programação nas escolas

Também foi formalizada a realização dos grupos reflexivos e responsabilizantes

01 setembro 2026 | 11h48min

O Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher, ganhou reforço nos últimos dias. A comarca de Xanxerê, no Oeste, levará às escolas dos três municípios atendidos (Xanxerê, Faxinal dos Guedes e Bom Jesus) ações de educação para a não violência, a igualdade de gênero e a cultura de paz, dirigidas a crianças e adolescentes. Assim, o projeto “Semear” torna-se o eixo educativo do “Sementes de Respeito”, programa intersetorial desenvolvido na comarca para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.

No último dia 25, representantes das nove instituições envolvidas se reuniram no Fórum de Xanxerê para definir as ações escolares que começarão em 2027, articuladas à Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, celebrada em março. O grupo é coordenado pelo juiz da Vara Criminal da comarca, Arlei Wiclif Leal da Silva. “Um aspecto que merece destaque é que todos os presentes, cada qual dentro de seu campo de atuação, comprometeram-se a colaborar com o programa com todo o empenho possível, o que revela um grau de adesão e de responsabilidade compartilhada difícil de alcançar em iniciativas dessa natureza”, enalteceu o magistrado.

Além do Poder Judiciário de Santa Catarina, representado pelo juiz Arlei Wiclif Leal da Silva, estiveram presentes o promotor de justiça da 2ª Promotoria de Xanxerê, Marcos Schlickmann Alberton; os professores do curso de Psicologia da Unoesc Fábio Augusto Lise e Ana Paola Grando, esta última coordenadora do curso; a psicóloga policial Natália Canêo e o agente de Polícia Civil Matheus Macedo, representando a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) da comarca de Xanxerê; a cabo Kauana Bettanin Barp, da Rede Catarina de Proteção à Mulher, da Polícia Militar; a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Xanxerê, Micheli Calliari, e a membro Rosicler Felippi Puerari; a subprocuradora e o prefeito de Bom Jesus, Eduarda Cristina Schuckes e Vilmar Peccini; o subprocurador e o prefeito de Faxinal dos Guedes, Adriano Francisco Conti e Jader Adriel Danielli, respectivamente; e o procurador-geral e o vice-prefeito de Xanxerê, Pedro Henrique Piccini e Adenilso Biasus, respectivamente.

Continuidade

No primeiro semestre deste ano, a comarca realizou o primeiro grupo reflexivo e a capacitação de facilitadores oriundos do quadro de servidores dos municípios. O feito foi possível pela iniciativa da então juíza da Vara Criminal de Xanxerê, Maria Helena Cassol, em parceria com o setor de Psicologia do fórum, a Unoesc e a 2ª Promotoria de Justiça de Xanxerê. A atividade recebeu o nome de “Recomeçar” e foi o primeiro eixo complementar do programa “Sementes de Respeito”.

A prática dos grupos reflexivos e responsabilizantes é voltada a homens em situação de violência, encaminhados pelo juiz após triagem realizada pelo setor de Psicologia do fórum. Neste mês de agosto, em continuidade, foi expedida a portaria de instituição dos grupos, elaborado o projeto técnico e firmado o acordo de cooperação técnica que sistematiza a iniciativa e institui a realização frequente dos grupos. Os participantes discutiram, ainda, o fluxo de encaminhamento e triagem dos homens, além do calendário do primeiro ciclo de encontros, previsto para este segundo semestre.

“Um ponto que costuma gerar dúvida e que deve ser esclarecido é o fato de que o trabalho com os homens não desloca o foco da proteção às vítimas, nem concorre com ele. A ideia é justamente oposta, pois, enquanto a conduta violenta não é interrompida, a mulher permanece em risco, ainda que amparada por medida protetiva. Atuar sobre o autor é, portanto, uma forma direta de proteger a vítima atual e de evitar novas vítimas”, enfatiza o juiz Arlei.

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