16 setembro 2025 | 13h55min
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), por meio de sua Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, promoverá neste mês a ação “Diálogos com a Comunidade Quilombola: escutas e partilhas”. O evento será no próximo dia 23 de setembro, das 9h30 às 12h30, no quilombo Vidal Martins, situado na rodovia João Gualberto Soares, 9543, Rio Vermelho (camping do Rio Vermelho).
“Diálogos com a Comunidade Quilombola: escutas e partilhas" refere-se a um processo de interação que busca ouvir ativamente e compartilhar saberes com as comunidades quilombolas, um compromisso político para valorizar suas epistemologias e enfrentar o racismo estrutural. Essas iniciativas visam garantir o acesso à justiça, promover a educação, proteger o meio ambiente e reconhecer a importância da cultura e ancestralidade quilombola, ao promover a construção de conhecimentos a partir das necessidades e desafios que elas enfrentam.
O evento será realizado pelo TJSC com o apoio de parceiros como Instituto Nós por Elas e Coletivo de Negras e Negros do PJSC, com a participação das facilitadoras(es): Cátia Celene Diogo Goulart (Fórum do Estreito), Wagner Luis Padilha (Fórum Central) e Suzana Nayla Ibidun da Silva Hassan (Juizado de Violência Doméstica da Capital). Além das pessoas já citadas e dos integrantes da comunidade, a comitiva do TJSC estará composta ainda pela desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, pelas juízas Naiara Brancher e Maira Salete Meneghetti e pelas assessoras Roselene Silveira, Michelle de Souza Gomes Hugill, Cibelene Piazza Ferreira, Thayara Fenili Ribeiro, Natalie de Castro Alves e Maria Aparecida Caovilla.
A ação prevista para o quilombo Vidal Martins prevê, em sua programação, as seguintes atividades:
9h30 - Apresentação do quilombo à comitiva do PJSC
10h30 - Roda de conversa “Café e diálogo com a comunidade quilombola”
12h30 - Encerramento.
*Um quilombola é uma pessoa de comunidades rurais ou urbanas que se autodefine como tal e se identifica com sua ligação à terra, ancestralidade e tradições culturais próprias. Eles são descendentes de africanos escravizados que fugiram e formaram os quilombos, comunidades de resistência à escravidão. A Constituição de 1988 reconheceu os quilombolas como um grupo étnico e assegurou-lhes direitos à terra, embora muitos enfrentem ameaças e violência.