Sistema de identificação por radiofrequência vai inovar inventário de bens no TJSC - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

Notícias

Sistema de identificação por radiofrequência vai inovar inventário de bens no TJSC

Nova tecnologia busca agilizar gestão patrimonial do Judiciário

24 outubro 2025 | 14h13min

Muito em breve, colocar uma cadeira de ponta-cabeça para localizar seu patrimônio e preencher o inventário de bens do Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC), ritual que se repete anualmente, será apenas uma lembrança de servidores de crachás estrelados, contada para divertir novos colegas já acostumados com o sistema de identificação por radiofrequência (RFID), avanço tecnológico que começa a ser implantado na sede do TJSC e alcançará ao final as 112 comarcas do Estado.

Até recentemente, a localização física dos bens durante os períodos de confecção dos inventários era feita de forma manual, algumas vezes com o auxílio de leitores ópticos de códigos de barra, circunstâncias que demandavam tempo e esforços consideráveis dos servidores do PJSC. A utilização da tecnologia de radiofrequência, solução que permite a leitura de todas as etiquetas patrimoniais por varredura, possibilita a conferência em massa e à distância para inventário de todos os bens, com redução não só de tempo como de custos operacionais envolvidos nessa atividade.

Após um processo administrativo iniciado ainda em 2022, foi neste ano que ocorreram os testes finais no novo sistema, registrados nas dependências da Diretoria-Geral Administrativa (DGA) e no Gabinete da Presidência. Os resultados obtidos, segundo os técnicos envolvidos, foram considerados satisfatórios: aproximadamente 95% dos bens resultaram corretamente identificados pelas etiquetas, uma vez que eventuais falhas de leitura podem ocorrer por conta das características específicas de alguns materiais.

Diante do quadro positivo, a DGA autorizou o início oficial da substituição das etiquetas convencionais pelo RFID, que começou pela sede do Judiciário catarinense, em Florianópolis. Até o momento, já foram substituídas cerca de 7.500 etiquetas nas Torres I e II do TJSC. “Este projeto representa um avanço significativo na modernização da gestão patrimonial do Tribunal, ao promover maior eficiência, segurança e rastreabilidade dos bens públicos”, avalia Tiago Souza Garcia, chefe da Divisão de Patrimônio, da Diretoria de Material e Patrimônio do TJSC.

A implantação do novo sistema obedece a um cronograma pré-estabelecido e se divide em duas etapas. A primeira delas envolve a substituição de 42 mil etiquetas em todas as unidades judiciais e administrativas da região da Grande Florianópolis, com prazo de conclusão previsto para o final do primeiro semestre do ano que vem. A segunda vai envolver a troca de mais de 134 mil etiquetas patrimoniais em todas as comarcas catarinenses, com expectativa de conclusão ao final de 2026. Os prazos são estimados, uma vez que o trabalho envolve também servidores em cooperação.

O RFID, que na sigla em inglês se refere à utilização da radio-frequency identification, é um sistema de captação dos números de tombamento dos bens por aproximação, de forma a facilitar a realização dos inventários pelos gestores nas mais de 2 mil lotações existentes no PJSC. Para ser mais exato, apenas em 2025 foram 5.842 inventários. Os avanços com a implantação do novo sistema vão garantir mais agilidade aos responsáveis e redução de tempo na confecção dos respectivos inventários.

Origem

O projeto teve início em 2022, por meio do processo SEI n. 0040776-37.2022.8.24.0710, com a aquisição inicial de etiquetas RFID para testes de resistência e compatibilidade com o sistema da empresa contratada para implementação de soluções integradas de gestão, incluindo o sistema ERP (Enterprise Resource Planning), com o objetivo de modernizar os setores administrativos do Judiciário catarinense. Paralelamente, foi realizada a adesão à Ata de Registro de Preços para aquisição dos leitores RFID, equipamentos essenciais para a captação das informações contidas nas etiquetas.

Durante o período de testes, foram feitos diversos ajustes com vistas na compatibilidade entre os sistemas, entre eles o desenvolvimento de novas funcionalidades para garantir a integração com os coletores adquiridos. Em agosto de 2023, foi publicado o ato de homologação do processo n. 0037989-35.2022.8.24.0710, que viabilizou a aquisição dos coletores e das etiquetas RFID. Após a entrega dos equipamentos e longo período de desenvolvimento, os testes de campo ocorreram neste ano e mostraram que o futuro no controle patrimonial já chegou.

Além da celeridade, a solução visa agregar outras vantagens na atividade de controle dos bens permanentes, como a eliminação de eventuais erros humanos na coleta e leitura dos dados, bem como a identificação e localização de bens que estejam fora da unidade lotacional indicada no sistema. Dessa forma, a solução visa aprimorar a eficiência e a agilidade nos trabalhos da Divisão de Patrimônio e dos gestores patrimoniais na gestão adequada dos bens permanentes, com melhor aproveitamento do tempo e dos recursos humanos disponíveis.

Copiar o link desta notícia.


Instagram

YouTube

Flickr

Atendimento à imprensa e a magistrado(a)s: