Ouvidorias Judiciais das Mulheres reforçam uso do protocolo sob perspectiva de gênero - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Ouvidorias Judiciais das Mulheres reforçam uso do protocolo sob perspectiva de gênero

Evento, com presença do TJSC, reuniu ouvidoras e ouvidores em Goiás

03 novembro 2025 | 11h18min

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) sediou, na última semana, o 6º Encontro do Colégio de Ouvidorias Judiciais das Mulheres (COJUM), oportunidade em que reuniu magistradas, ouvidoras e representantes de diversos ramos da Justiça brasileira para debater estratégias de fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência contra mulheres no Judiciário.

A desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, ouvidora da Mulher do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, esteve presente ao evento e debateu os temas em pauta com os demais magistrados e magistradas que também atuam neste segmento da justiça. Ela elogiou a programação e o atendimento dispensado pelo TJ-GO aos participantes de mais este encontro das ouvidorias da mulher.

“As palestras foram direcionadas para melhorias no acolhimento das mulheres, independentemente da existência de qualquer processo. Enfatizaram, igualmente, a necessidade de aplicação do Protocolo sob perspectiva de gênero e a linguagem cada vez mais simples na comunicação escrita”, descreveu a desembargadora catarinense. Para ela, o evento reforçou a relevância das Ouvidorias das Mulheres como instâncias de escuta ativa, acolhimento humanizado e articulação institucional no enfrentamento à violência de gênero no âmbito do Poder Judiciário.

No encerramento do evento, na sexta-feira (31/10), foi divulgada a “Carta de Goiás”, documento final que consolida diretrizes e compromissos que serão incorporados às ações do COJUM em âmbito nacional.

Carta de Goiás

“Nós, Ouvidoras, Ouvidores e demais participantes do 6º Encontro do Colégio de Ouvidores Judiciais das Mulheres (Cojum), reunidos no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, de 29 a 31 de outubro de 2025, viemos a público reafirmar o papel estratégico das ouvidorias da mulher na promoção da justiça, na defesa dos direitos humanos das mulheres e no alinhamento com o objetivo de desenvolvimento sustentável 5 da Agenda 2030. Reconhecendo os alarmantes índices de violência de gênero e as barreiras institucionais enfrentadas pelas mulheres no sistema de justiça, este colégio delibera e se compromete com eixos de ação e recomendações”, diz trecho da Carta de Goiás.

 

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