13 novembro 2025 | 18h33min
O Arquivo Central do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), localizado em Palhoça, recebeu nesta semana (11/11) visita da equipe técnica do Arquivo Histórico de Joinville, um dos mais importantes do Estado. Coordenada pelo historiador Dilney Cunha, a comitiva joinvilense foi formada também pelos historiadores Arselle Fontoura e Rodrigo Boçoen, assim como pela arquivista Fernanda Pirog Oçoski. Também tomaram parte na visita os historiadores Henrique Espada Lima e Giovana Callado Ferreira, professor e pós-doutoranda, respectivamente, do programa de pós-graduação em história da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Os visitantes foram recebidos pela equipe do Arquivo Central, chefiada pelo servidor Marcos Rodolfo da Silva, e por magistrados e servidores vinculados ao novo Núcleo de Estudo e Pesquisa (NEP) da Academia Judicial, intitulado "Direito, Literatura e Memória": a desembargadora Haidée Denise Grin, presidente da Comissão de Gestão de Memória (CGM); o juiz Márcio Schiefler Fontes, membro da comissão e coordenador do núcleo; e a servidora Mônica Nicknich, que também é integrante da Academia Catarinense de Letras Jurídicas (ACALEJ) e fará parte de um dos grupos de pesquisa vinculado ao NEP.
Os profissionais percorreram as extensas instalações do arquivo e ouviram atentamente as explicações do chefe da unidade, que é tida como referência na área, destacando pontos importantes como as salas de guarda permanente, áreas de conservação, laboratório de higienização, seções de digitalização e o acervo museológico, além do vasto arquivo, que preserva processos judiciais, sendo o mais antigo datado de 1791.
O magistrado Márcio Schiefler Fontes, que é diretor do foro fazendário de Joinville, enfatizou o caráter estratégico das políticas de memória do Judiciário, reforçadas nos últimos anos, e enalteceu em especial recente criação, pela direção da Academia Judicial, do novo NEP, concebido como um espaço interdisciplinar voltado à preservação, investigação e difusão da memória institucional e social da Justiça catarinense, apto a congregar esforços da própria CGM, da Academia Catarinense de Letras e da ACALEJ. além de pesquisadores externos.
A presidente da Comissão de Gestão de Memória do TJSC, desembargadora Haidée Denise Grin, ressaltou a relevância do trabalho cooperativo entre tribunais e instituições de memória, sem o qual o Judiciário não teria como, isoladamente, conferir a devida atenção ao conteúdo, virtualmente inesgotável, dos processos e documentos sob sua guarda.
Também o professor e historiador Henrique Espada Lima, da UFSC, comentou que pesquisa arquivos históricos há décadas, inclusive os judiciais, conhece bem as agruras do setor, mas que é notável o progresso que o Judiciário catarinense tem imprimido nos últimos anos, especialmente o aprimoramento das práticas de preservação documental: “O TJSC tem escalado vários ‘Cambirelas’ em qualidade e técnica”, observou.
Ao final da reunião, a equipe do Arquivo Histórico de Joinville convidou magistrados e servidores do Poder Judiciário para conhecerem as instalações e os procedimentos adotados em sua instituição de origem, assim como o Museu Nacional de Imigração e Colonização (MNIC), recentemente restaurado e que é vinculado à mesma divisão interna do município de Joinville. Da mesma forma, foram convidados a visitar o Museu do TJSC e sua Capela Ecumênica, localizados na sede do tribunal e abertos à visitação pública.
Imagens: Divulgação/Monica Nicknich
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NCI/Assessoria de Imprensa