TJSC amplia número de grupos reflexivos no combate à violência contra a mulher - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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TJSC amplia número de grupos reflexivos no combate à violência contra a mulher

Anúncio foi realizado na audiência pública 'Catarina somos todas nós', na Alesc

27 novembro 2025 | 18h03min

A coordenadora adjunta estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), juíza Naiara Brancher, representou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) na audiência pública “Catarina somos todas nós – Pelo direito à vida de todas as mulheres”, promovida nesta quinta-feira, 27 de novembro, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc). A magistrada destacou os 54 grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica existentes e a ampliação de mais sete para diferentes comarcas do Estado.

A iniciativa da deputada estadual Luciane Carminatti para debater a violência contra a mulher ocorre após o assassinato da estudante universitária Catarina Karsten, de 31 anos, na última sexta-feira, dia 21 de novembro, enquanto se dirigia a uma aula de natação na praia do Matadeiro, em Florianópolis. Durante o encontro, diferentes autoridades ressaltaram a necessidade de efetivação de políticas públicas para fortalecer a proteção e a garantia dos direitos das mulheres catarinenses.

A juíza Naiara Brancher lembrou sobre a necessidade de saber escutar para aperfeiçoar o que é feito atualmente e assegurar a dignidade da pessoa humana. “Por mais que trabalhemos e atuemos, a violência contra a mulher é uma demanda que não acaba. E nós fomos surpreendidos, numa sexta-feira, com duas mulheres catarinenses mortas em um único dia. E isso nos serve de alerta e desafio, que é o enfrentamento da violência, que mostra como todos estamos falhando, como a sociedade inteira precisa ser escutada”, disse.

A magistrada recordou um levantamento realizado no início do ano. De acordo com a coordenadora adjunta da Cevid, 1/3 de todas as ações criminais tem relação com a violência contra a mulher. “Nós precisamos dar cumprimento ao que estabelece a Constituição Federal no sentido da dignidade da pessoa humana, assegurar o direito à vida, o direito humano das meninas e mulheres e o direito de viverem uma vida com dignidade”, completou Naiara Brancher.

O evento contou ainda com a chefe do Ministério Público (MPSC), procuradora-geral da Justiça Vanessa Cavallazzi; a procuradora-geral do Ministério Público de Contas (MPCSC), Cibelly Farias; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim/SC), Marlete de Oliveira; e a coordenadora do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem), defensora pública Anne Teive Auras, entre outras autoridades. A deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha; o deputado estadual Marcos José de Abreu, o Marquito; e o coronel Alexandre da Silva, que representou a Secretaria de Estado da Segurança Pública, também compuseram a mesa.

A deputada estadual Luciane Carminatti lamentou os números no Estado, que estão cada vez mais alarmantes. “Nós temos muitas moções, audiências e requerimentos aqui na Alesc, mas a impressão que nós temos é que, de tudo o que a gente faz, a violência é tão maior que a gente não consegue abalar as estruturas e ela continua. Então isso significa que momentos como o de hoje precisam ser mais cotidianos e que as políticas públicas precisam acontecer. Nós não precisamos de anúncios, nós precisamos de resultados”, comentou a deputada.

Antes da audiência, o bloco Filhas e Filhes de Eva no Jardim das Delícias, que é uma fanfarra carnavalesca feminista de que a estudante Catarina participava, fez um manifesto contra a violência contra a mulher. Criado em 2023, o bloco é a primeira fanfarra de Florianópolis formada exclusivamente por mulheres e pessoas da diversidade de gênero.

Confira a cobertura fotográfica desta sessão pública.

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