Evento que integra campanha 'Março é Delas', do TJSC, destaca protagonismo feminino - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Evento que integra campanha 'Março é Delas', do TJSC, destaca protagonismo feminino

Seminário contou com representantes do TJSC, Alesc, MPSC, TRE-SC e TRT-12

11 março 2026 | 16h47min

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) foi representado nesta quarta‑feira, 11 de março, no seminário "Protagonismo Feminino: Rompendo Barreiras e Construindo um Futuro", realizado na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), pela diretora de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), Graciela de Oliveira Richter Schmidt. O evento, que marca o mês da mulher com a campanha “Março é Delas”, contou com palestra da delegada Patrícia Maria Zimmermann D’Ávila, coordenadora das Delegacias Especializadas no Atendimento à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso do Estado (DPCAMI), que abordou o papel da sociedade no combate à violência contra a mulher.

O seminário foi realizado por meio de um acordo institucional que reúne o TJSC, a Alesc, o Ministério Público (MPSC), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE‑SC) e o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT‑12). Além da palestra, dois instrutores da Academia da Polícia Civil (Acadepol) realizaram uma oficina de defesa pessoal para as mulheres. Foram ensinadas técnicas práticas e aplicáveis ao dia a dia.

“O principal desafio é envolver toda a sociedade. Homens, mulheres, todas as pessoas da sociedade precisam comprar essa briga, comprar esse envolvimento na luta pelo fim da violência contra a mulher. Esse não é um problema só de mulheres, esse é um problema de todos. E nós viemos aqui chamar homens, mulheres, a sociedade como um todo para discutir esse problema, para refletir sobre essas ações e enfrentar de uma vez por todas toda e qualquer forma de violência, seja física, seja moral, psicológica, sexual ou patrimonial”, anotou a delegada.

Segundo o Observatório de Violência contra a Mulher em Santa Catarina, em 2025 foram registrados 52 feminicídios e 76.254 registros de violência não letal no Estado. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no Brasil foram 1.518 vítimas de feminicídio no ano passado, contra 1.464 casos em 2024. Com isso, a média atualmente é de quatro mulheres mortas por dia pela sua condição de gênero. Entre as vítimas de feminicídio, 64% são mulheres negras; 71% têm entre 18 e 44 anos; 8 em cada 10 são assassinadas por companheiros e ex‑companheiros; e 64% dos crimes ocorreram dentro da própria residência.



A secretária‑geral da Alesc, Marlene Fengler, observou que as 552 mulheres assassinadas significam muitos filhos e filhas sem mães, além de muitos pais e mães sem filhas. “É uma história que precisa ser contada e, a partir dela, a gente entender que cada um de nós tem que fazer a sua parte para mudar essa realidade. Não é uma responsabilidade só das mulheres e nem só dos homens, é responsabilidade da sociedade mudar essa realidade”, afirmou a secretária‑geral.

Por fim, a diretora de Saúde e Qualidade de Vida do TJSC, médica Graciela de Oliveira Richter Schmidt, destacou que as mulheres estão buscando espaços de igualdade como ser humano. “Precisamos conversar sobre isso. É algo que a gente precisa criar estratégias para buscar formas efetivas de levar esse empoderamento, ações que vão proteger quem precisa ser protegido. E especialmente buscar espaços de fala para a mulher poder atuar também nesses cargos de poder, onde as decisões são tomadas”, completou.

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