A comarca de Turvo se une a um movimento internacional de conscientização sobre a violência contra a mulher e o feminicídio. Com frases que levam o público a refletir sobre o tema, além dos canais de denúncia, o Banco Vermelho foi instalado no fórum mediante parceria com a Comissão de Combate à Violência contra a Mulher e Acolhimento da Vítima, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Durante a solenidade de inauguração do espaço, o juiz Manoel Donisete de Souza falou sobre números para demonstrar a gravidade da violência praticada contra as mulheres. Segundo ele, mais de 1.500 foram mortas no Brasil em 2025, o que representa cerca de quatro mortes por dia. Em Santa Catarina, foram 52 casos no mesmo período, média de um feminicídio por semana. “É um massacre o que estão fazendo com as mulheres”, ressaltou o magistrado.
As coordenadoras da comissão, Vanessa Rodrigues e Elisângela Santos Pereira, reforçaram que a violência contra a mulher não tem justificativa e destacaram a necessidade de romper esse ciclo por meio da denúncia. Também participaram do ato representantes das polícias civil e militar, do Ministério Público e da comunidade. O primeiro Banco Vermelho em dependências do Judiciário em Santa Catarina está localizado na parte externa do fórum de Criciúma, desde 8 de agosto do ano passado, por ocasião do 19º aniversário da Lei Maria da Penha.

Sobre a campanha
A campanha Banco Vermelho é uma iniciativa de conscientização e enfrentamento da violência contra a mulher e do feminicídio. Consiste na instalação de bancos pintados de vermelho em espaços públicos de grande circulação, como praças, prédios públicos, escolas e fóruns. A cor simboliza o sangue das vítimas e funciona como um alerta permanente à sociedade.
Os bancos trazem mensagens de reflexão, informações sobre os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha e orientações sobre como denunciar, com destaque para o número 180, da Central de Atendimento à Mulher. A proposta é simples e direta: chamar a atenção, provocar reflexão e incentivar a denúncia e a prevenção.
A iniciativa surgiu na Itália, em 2016, e chegou ao Brasil em 2023, impulsionada pelas ativistas Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que perderam amigas vítimas de feminicídio. Em julho de 2024, a campanha foi incorporada à política pública nacional por meio da Lei Federal nº 14.942.
Imagens: Divulgação/Comarcas de Turvo e Criciúma
Conteúdo:
NCI/Assessoria de Imprensa