O Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (NIS/TJSC), com apoio do Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de São Paulo (NI/TJSP) e suporte operacional das polícias civis catarinense e paulista, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, a Operação Guardião EPROC, com o objetivo de cumprir 12 mandados de busca e apreensão em municípios paulistas.
A operação decorre de investigação criminal iniciada em novembro de 2025, voltada ao combate de associação criminosa especializada na prática de estelionatos virtuais, especialmente o golpe conhecido como “falso advogado” ou “falso precatório”. “A atuação integrada do NIS reforça a importância da inteligência institucional no enfrentamento de crimes modernos, especialmente aqueles que tentam fragilizar a credibilidade da Justiça”, pontuou o desembargador Sidney Dalabrida, coordenador do NIS, à frente dos trabalhos.
As investigações tiveram origem após uma vítima relatar que passou a receber mensagens via aplicativo WhatsApp com documentos oficiais extraídos do sistema eproc do Tribunal de Justiça catarinense. Os criminosos, a partir do uso indevido da identidade profissional da advogada da vítima, induziram-na a erro ao exigir pagamento para suposta liberação de valores judiciais.
Durante a apuração, foi possível identificar a estrutura do grupo criminoso, inclusive os responsáveis pelo recebimento e pulverização dos valores obtidos ilicitamente, bem como indícios de uso irregular do sistema eproc mediante credenciais vinculadas a profissional sediada no Estado de São Paulo, com possível ligação aos demais investigados. As ordens judiciais foram cumpridas nesta manhã, simultaneamente, nas cidades de São Paulo, Poá, Praia Grande, Guarujá e São Vicente, com o objetivo de apreender aparelhos eletrônicos, documentos e outros elementos de interesse à investigação.
A ação contou ainda com acompanhamento institucional de representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que prestou apoio durante o cumprimento das medidas. As investigações seguem em andamento para completa identificação dos envolvidos e responsabilização penal dos autores. “A Operação Guardião EPROC demonstra o compromisso firme do Judiciário catarinense com a proteção dos cidadãos e a integridade dos sistemas judiciais. A segurança dos processos e a confiança da sociedade são nossas prioridades absolutas”, concluiu o desembargador Dalabrida.