Justiça resolve caso de mulher que descobriu constar como mãe de filha que não gerou - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Justiça resolve caso de mulher que descobriu constar como mãe de filha que não gerou

Fruto de relação extraconjugal do marido, registro civil de jovem será retificado por decisão judicial

07 agosto 2026 | 11h12min

A 1ª Vara Cível da comarca de Porto União determinou a exclusão da maternidade constante no registro civil de uma mulher após exame de DNA comprovar que ela não era a mãe biológica da pessoa registrada como sua filha. A decisão também considerou estudo social que apontou a inexistência de vínculo afetivo entre as partes.

Conforme os autos, a autora descobriu muitos anos depois que constava como mãe no registro civil de uma menina que não havia gerado. Ela relatou que o registro foi realizado pelo então marido, já falecido, sem seu conhecimento ou consentimento. A mulher sustentou ainda que a criança era fruto de um relacionamento extraconjugal dele.

Durante a tramitação do processo, a pessoa registrada como filha reconheceu perante oficial de justiça que outra mulher era sua mãe biológica. O exame de DNA realizado no curso da ação confirmou que a autora não possuía vínculo biológico com ela.

Na sentença, o magistrado destacou que, além do resultado do exame genético, o estudo social indicou a inexistência de vínculo afetivo entre as partes. Observou ainda que, diante das circunstâncias do caso e do reconhecimento da procedência do pedido pela própria interessada, não era necessária a análise de eventual vínculo socioafetivo.

Com a decisão, foi determinada a retificação do registro de nascimento para excluir o nome da mãe registral e dos avós maternos da certidão. O processo tramita em segredo de justiça.

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