24 agosto 2026 | 14h13min
Doze mulheres, entre magistradas e oficialas de justiça, realizaram na última sexta-feira, 21 de agosto, o curso de Armamento e Tiro Básico Defensivo para o Público Feminino do Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC). As aulas teóricas e práticas ocorreram no clube Top Gun, em São José, sob a orientação da equipe de tiro do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça (NIS/TJSC). O objetivo da capacitação do curso de autoproteção foi transmitir uma mentalidade de sobrevivência, por meio de medida protetiva ativa, para aperfeiçoar a tomada de decisão em um cenário crítico.
A pedido do coordenador do NIS, desembargador Sidney Eloy Dalabrida, o curso exclusivo para as mulheres foi pensado para que elas se sintam mais acolhidas e mais à vontade para desenvolverem e terem contato com esse novo conhecimento. Por conta disso, o chefe de Operações da Divisão de Segurança Institucional do NIS, major Carlos Eduardo Steil Silva, informou que toda a capacitação é pensada e moldada para o público feminino, desde a forma do repasse do conhecimento teórico até as dinâmicas e as aulas práticas.
“Em um primeiro momento, na parte teórica, a gente trabalha a mentalidade defensiva e a consciência situacional, porque não basta ter uma arma de fogo, é necessário ensinar como se comportar dentro do cenário de crise e o que fazer para não chegar a ele. A arma de fogo, que é uma importante ferramenta, não deve ser motivadora do descuido dentro da consciência situacional, colocando a mulher numa situação de crise em que necessite reagir com o armamento. O mais importante é o desenvolvimento da mentalidade de evitar o confronto. E aí sim, se não for possível evitar o confronto, a arma entra como um equipamento nivelador de forças entre a mulher e o possível agressor”, explicou o major, que também é o coordenador e instrutor dos cursos de autoproteção.
Após a aula teórica, as magistradas e oficialas de justiça participaram das atividades práticas. Os instrutores repassaram os fundamentos de tiros e demonstraram como funciona uma arma de fogo. As participantes realizaram sequências de disparos e receberam orientações sobre táticas de combate velado e solução de panes no equipamento. Foram oito instrutores que auxiliaram na capacitação das 12 mulheres.
A magistrada Elisangela Santos ressaltou que o TJSC é muito responsável em relação à segurança pessoal das magistradas e servidoras, e também quanto ao uso de armas. “Desde que eu tomei posse, durante os cursos da Academia Judicial, isto foi abordado sempre com muita responsabilidade: a informação de que, se a gente pretende utilizar uma arma, então a gente precisa ter cursos e ter toda uma preparação para isso. A recomendação sempre foi não comprar uma arma enquanto não estivermos adequadamente preparadas. Eu acho que é importante pelo menos a gente saber lidar com o armamento”, comentou a juíza.
Por fim, a oficiala Andrezza Neves revelou que já passou por situações de ameaça durante a atividade profissional e que pretende adotar uma nova postura. “Esse conhecimento, essa qualificação ofertada pelo Tribunal de Justiça é extremamente importante. Até pela situação, porque eu não preciso nem ter uma arma, mas eu preciso saber como me portar num ambiente de risco. O major passou hoje muitas situações em que eu nem imaginava como poderia agir. E ele me abriu os olhos para uma série de situações que, a partir de amanhã, eu já vou cuidar na rua. Por exemplo, como se comportar diante de uma situação que pode se tornar crítica; como se comportar da hora em que sai do carro até a hora em que entra; quando você está intimando; quando você chega perto de uma residência - são situações bem interessantes”, completou a servidora. A programação do NIS prevê para o mês de setembro os cursos de Defesa Residencial e Tiro Básico Defensivo, além da capacitação em Balística e Tiro Avançado Defensivo.
Veja mais imagens do curso.
Imagens: Cristiano Estrela/TJSC
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Diretoria de Comunicação/DCOM