Comarca de Jaraguá do Sul reúne instituições para fortalecer rede de proteção à mulher - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Comarca de Jaraguá do Sul reúne instituições para fortalecer rede de proteção à mulher

Encontro do Agosto Lilás mostrou, na prática, o caminho percorrido pela mulher em situação de violência

26 agosto 2026 | 14h09min

Do primeiro pedido de ajuda ao acolhimento necessário à reconstrução de uma trajetória, o caminho percorrido pela mulher em situação de violência foi apresentado nesta terça-feira, 25, durante o evento “Agosto Lilás 2026 – Rede de Proteção à Mulher: Conhecer para Prevenir, Acolher para Transformar”, promovido pela comarca de Jaraguá do Sul, no Salão do Júri do Fórum. Realizada em atendimento ao convite da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID/TJSC), a iniciativa reuniu representantes das instituições que integram a rede local de proteção à mulher para mostrar, de forma integrada, o papel de cada uma no atendimento e no enfrentamento da violência doméstica e familiar.

Foto horizontal: policial militar aponta para conteúdo projetado na tela durante palestra para público reunido em auditório. 

Para a juíza diretora do foro da comarca de Jaraguá do Sul, Graziela Shizuiho Alchini, o encontro promoveu diálogo e conscientização sobre a prevenção e o combate à violência contra as mulheres e integrou as atividades desenvolvidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina durante a campanha Agosto Lilás. “A aproximação entre as instituições e a comunidade é essencial para a construção de respostas coordenadas, efetivas e humanizadas, pois o combate à violência doméstica é um dever coletivo e permanente”, destacou.

Foto horizontal: homem discursa ao púlpito diante do público, enquanto três integrantes compõem a mesa de autoridades ao lado. 

O evento começou com o painel “O Primeiro Atendimento e a Rede de Proteção”, com apresentações da Polícia Militar e da Polícia Civil sobre atendimento inicial, medidas protetivas, Patrulha Maria da Penha, denúncia e investigação. Na sequência, a Polícia Científica abordou a produção da prova e o atendimento humanizado, enquanto outro representante da instituição tratou do papel dos homens na prevenção da violência contra a mulher, com destaque para a responsabilidade coletiva, as masculinidades positivas e a cultura do respeito.

Foto horizontal: grupo de homens e mulheres posa sorridente para registro coletivo em auditório, durante evento institucional. 

Já o Instituto Borboleta conduziu o painel “Reconstrução de Trajetórias: Apoio, Acolhimento e Superação”, apresentando os serviços oferecidos às mulheres em situação de violência. O encerramento contou com o relato voluntário de uma mulher sobre sua trajetória de superação e a importância do acolhimento e da rede de proteção. O encontro ampliou o conhecimento da comunidade sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha e fortaleceu o acesso de estudantes e da população aos serviços, instituições e políticas públicas de proteção às mulheres.

Foto horizontal: mulher apresenta conteúdo diante de público reunido em auditório, com policiais militares entre os participantes. 

A chefe da secretaria do foro, Jaqueline Figueroa Lanzarini Gomes, ressaltou a importância da mobilização das instituições e da participação da comunidade no encontro. “Foi uma grande satisfação participar da organização deste encontro e contribuir para aproximar as instituições que integram a rede de proteção. Nem sempre conseguimos reunir, em um mesmo espaço, tantas autoridades, profissionais, estudantes e representantes da comunidade para dialogar sobre um tema tão importante. Ver o Fórum de portas abertas, com mais de 130 pessoas inscritas e uma adesão tão expressiva, demonstra que existe interesse e disposição da sociedade em conhecer, participar e fortalecer essa rede. Para nós, enquanto comarca, é muito gratificante perceber que o trabalho construído de forma conjunta e colaborativa resultou em um momento de diálogo, conscientização e aproximação que certamente contribui para a nossa comunidade.”

Foto horizontal: mulher fala ao microfone diante de público reunido em auditório, com conteúdo projetado em tela ao fundo. 

A ação contou, além do envolvimento do Poder Judiciário, com o apoio do Ministério Público de Santa Catarina, da Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul, da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Jaraguá do Sul, da Polícia Militar de Santa Catarina, da Polícia Civil de Santa Catarina, da Polícia Científica de Santa Catarina, do Instituto Borboleta, de instituições de ensino superior do município e dos demais integrantes da rede local de proteção à mulher.

Veja mais imagens do evento.

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