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Circuito cultural encerra a 6ª Semana de Acessibilidade e Inclusão no TJSC - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina
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Circuito cultural encerra a 6ª Semana de Acessibilidade e Inclusão no TJSC
Participantes percorreram espaços históricos e culturais do Judiciário em uma experiência de inclusão, memória e pertencimento
18 setembro 2026 | 18h55min
A 6ª Semana de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) foi encerrada nesta sexta-feira, 18 de setembro, com uma programação inédita e repleta de experiências voltadas à valorização da memória institucional, da cultura e do pertencimento. O Circuito Cultural Inclusivo reuniu pessoas com e sem deficiência em uma série de atividades que percorreram espaços históricos, culturais e simbólicos da instituição, promovendo reflexões sobre acessibilidade, inclusão e cidadania.
A jornada começou no Auditório Thereza Tang, com a atividade "Conhecer a nossa história, reconhecer o nosso lugar: um encontro de acessibilidade, cultura e pertencimento", conduzida pelo coordenador da Secretaria de Acessibilidade e Inclusão (SAI), Rodrigo Lima, e pela psicóloga da SAI Luciana Rabello. O encontro preparou os participantes para a experiência que seria vivenciada ao longo do dia, destacando como a acessibilidade amplia as possibilidades de aproximação, compreensão e identificação das pessoas com os espaços e com a história do Poder Judiciário.
Segundo Rodrigo Lima, a proposta do circuito foi aproximar diferentes públicos dos espaços culturais do TJSC. "Este evento teve como objetivo criar senso de pertencimento através da cultura, da história, dos objetos, dos documentos e de tudo o que a Justiça nos proporciona. A acessibilidade tem várias dimensões. Inclusão é fazer com que todas as pessoas se sintam pertencentes", destacou.
No início da manhã, no auditório do Fórum Desembargador Eduardo Luz, os participantes acompanharam a palestra do arquiteto João Serraglio – presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento de Santa Catarina – sobre a inserção do Poder Judiciário catarinense na história da arquitetura modernista de Florianópolis. O especialista apresentou aspectos históricos e arquitetônicos do Palácio da Justiça Ministro Luiz Gallotti e do Fórum Desembargador Eduardo Luz, ressaltando o valor cultural dessas edificações para a cidade. "A arquitetura moderna é muito presente em Florianópolis. Este edifício, o Palácio da Justiça Ministro Luiz Gallotti, fica muito legível para quem chega pela ponte, é uma referência cultural muito forte", observou Serraglio.
Ainda pela manhã, os participantes percorreram a Praça Cívica do TJSC e seu entorno, em uma visita mediada que apresentou os significados históricos, artísticos e simbólicos do espaço. O roteiro incluiu a Capela Ecumênica Santa Catarina de Alexandria, construída para abrigar as relíquias da padroeira do Estado. Lá foram recebidos por Pedro Paulo Raimundo, diácono, há mais de 20 anos responsável pela acolhida dos visitantes na Capela. A visita proporcionou uma reflexão sobre memória, espiritualidade e pertencimento. Além de conhecerem a história do local e da transferência das relíquias da santa para o Estado, os participantes foram convidados a perceber a capela como um espaço inclusivo, construído para acolher todas as pessoas, independentemente de sua crença ou origem.
À tarde, o grupo visitou ambientes dedicados à preservação da memória institucional, como a Galeria dos Presidentes, a Biblioteca Desembargador Marcílio Medeiros, o Museu Desembargador Tycho Brahe Fernandes Neto, o Corredor da Memória e a Sala de Sessões Ministro Teori Zavascki. Foram recepcionados pela desembargadora Haidée Denise Grin, presidente da Comissão de Gestão de Memória do TJSC, e Sandro Makowiecki, historiador da Seção de Museu. A atividade permitiu conhecer a evolução da Justiça catarinense e sua relação com a sociedade ao longo do tempo.
O circuito prosseguiu com uma visita ao Gabinete da Presidência, onde os participantes puderam conhecer obras de arte de diferentes artistas catarinenses e elementos do patrimônio cultural do TJSC. A visita foi mediada pela servidora e historiadora Jaqueline dos Santos Amaral.
No Salão Nobre da Presidência, os participantes foram recebidos pelo presidente em exercício do TJSC, desembargador André Luiz Dacol, que destacou a importância de ouvir as pessoas com deficiência na construção de políticas institucionais efetivas. "Esses momentos nos trazem muitas reflexões, muitas oportunidades de crescermos como seres humanos. Ficou claro que nenhuma medida institucional voltada à acessibilidade será plena ou terá legitimidade se não for construída com a participação efetiva de vocês", afirmou. Dacol também ressaltou que a inclusão passa pelo reconhecimento das potencialidades de cada pessoa. "O foco não deve estar no que não pode ser feito, mas sim nas imensas potencialidades que precisam ser vistas, valorizadas e aproveitadas", destacou.
Ao concluir a Semana de Acessibilidade e Inclusão, o presidente em exercício reforçou que o compromisso institucional permanece. "Encerramos hoje este evento de maneira formal, mas não a nossa responsabilidade. Que esta experiência cultural e acolhedora seja um lembrete físico de que vocês pertencem a estes espaços de poder e de representação na nossa instituição, que fará 135 anos." A programação foi encerrada com uma apresentação musical da cantora Ingrid Knoch e um momento de compartilhamento das experiências vivenciadas ao longo do percurso.
Para os participantes, a iniciativa ampliou conhecimentos e fortaleceu conexões. A servidora Marcia Helena Nunes afirmou que o circuito proporcionou novas descobertas sobre o próprio Tribunal. "Hoje descobri coisas que eu não sabia do próprio Tribunal, inclusive ferramentas de acessibilidade. Esses momentos são extremamente importantes, não tem como não estar feliz”, declarou. O sentimento de pertencimento, destacado ao longo de todo o circuito, também foi lembrado pelo servidor Fabricio Dellagiustina Lago. "Inclusão, para mim, significa pertencimento, oportunidade para as pessoas com deficiência. Quanto mais se discutir a questão da inclusão na sociedade, melhor vai ser para todos", concluiu.