Diferentes perfis, uma equipe mais forte - Servidor - Poder Judiciário de Santa Catarina

Dicas de gestão

Diferentes perfis, uma equipe mais forte

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As equipes do Poder Judiciário reúnem pessoas com diferentes experiências, habilidades e formas de trabalhar. Alguns servidores destacam-se pelo planejamento detalhado e pela organização prévia, enquanto outros apresentam melhor desempenho em ambientes mais dinâmicos. Da mesma forma, há quem prefira concentrar-se na execução das atividades e quem se sinta motivado a contribuir também na construção de soluções e na definição de estratégias para a unidade.

Além das preferências, os servidores possuem características distintas. Enquanto alguns se destacam pela atenção aos detalhes e pela capacidade de análise, outros contribuem com criatividade, adaptabilidade ou habilidade de relacionamento interpessoal. Essa diversidade não deve ser vista como um obstáculo, mas como uma oportunidade de fortalecer a equipe, reconhecendo que diferentes formas de atuar podem conduzir a resultados igualmente eficazes e que o aproveitamento das potencialidades individuais contribui para o desempenho coletivo.

Como afirma Peter Drucker, a gestão eficaz consiste em potencializar os pontos fortes das pessoas. Assim, o desafio da liderança não é buscar profissionais com perfis semelhantes, mas reconhecer diferentes talentos e direcioná-los para objetivos comuns. 

Para isso, o gestor pode:

  • Conhecer as características e os talentos de cada integrante da equipe;
  • Distribuir atividades considerando competências e aptidões individuais;
  • Aproveitar servidores com perfil mais analítico em tarefas que exijam conferência e atenção aos detalhes;
  • Envolver servidores com maior facilidade de comunicação em atividades que demandem interação e articulação;
  • Incentivar a troca de experiências entre perfis distintos;
  • Reconhecer diferentes formas de contribuição para os resultados da unidade;
  • Promover espaços de diálogo para que os integrantes apresentem sugestões de melhoria e compartilhem suas preferências de trabalho.

A valorização das diferenças, entretanto, não depende apenas da liderança. Compartilhar conhecimentos, comunicar dificuldades, respeitar diferentes formas de trabalhar e contribuir para um ambiente colaborativo são atitudes que favorecem o aproveitamento dos talentos da equipe. Nem sempre, porém, as diferenças são percebidas de forma positiva. Em alguns casos, podem gerar interpretações equivocadas sobre comprometimento, iniciativa ou relacionamento interpessoal. Nesses momentos, cabe à liderança promover o diálogo, a escuta e a mediação de conflitos. Da mesma forma, os próprios servidores têm papel fundamental na construção de um ambiente de respeito e colaboração, evitando julgamentos precipitados e reconhecendo que diferentes formas de atuar podem ser igualmente eficazes.

Equipes tendem a alcançar melhor desempenho quando as diferenças são compreendidas, respeitadas e valorizadas. Mais do que aceitar perfis distintos, é importante reconhecer que eles ampliam a capacidade da equipe de enfrentar desafios, inovar e encontrar soluções complementares para as demandas do trabalho. Existe uma diferença importante entre tolerar e valorizar as diferenças. Tolerar significa apenas aceitar a existência de perfis distintos; valorizar significa reconhecer que essas diferenças agregam qualidade ao trabalho e ampliam a capacidade de resposta da equipe diante dos desafios. Quando os servidores percebem que suas características são respeitadas e seus talentos são aproveitados, tendem a apresentar maior motivação, comprometimento e senso de pertencimento, fortalecendo as relações interpessoais, a cooperação e o clima organizacional.

Essa atenção às diferenças torna-se ainda mais relevante em equipes remotas. A ausência do contato presencial reduz oportunidades de observação direta e pode dificultar a compreensão das preferências, competências e formas de trabalho de cada integrante da equipe, exigindo uma atuação ainda mais intencional da liderança.
Para aproveitar o potencial de diferentes perfis nesse contexto, o gestor pode realizar: 

  • Reuniões individuais periódicas; 
  • Definir objetivos, prazos e responsabilidades de forma clara; 
  • Utilizar diferentes canais de comunicação;
  • Promover o compartilhamento de conhecimentos; e 
  • Estimular a participação de todos nas discussões da unidade. 

Também é importante reconhecer contribuições de perfis variados, evitando dar visibilidade apenas aos servidores mais comunicativos, bem como acompanhar resultados e entregas sem associar produtividade à presença constante em ferramentas de comunicação.

Em equipes remotas, a confiança, a comunicação clara e o respeito às diferentes formas de trabalhar tornam-se ainda mais importantes. Quando a liderança valoriza a diversidade de talentos e cria oportunidades para que todos contribuam, a equipe tende a apresentar maior engajamento, colaboração e eficiência, independentemente da distância física. No trabalho remoto, liderar não significa controlar como cada pessoa trabalha, mas criar condições para que diferentes talentos alcancem resultados em conjunto.

Valorizar as diferenças significa transformar talentos individuais em força coletiva. No Poder Judiciário de Santa Catarina, essa postura fortalece equipes mais colaborativas, respeitosas e comprometidas com a excelência na prestação jurisdicional.

"Equipes extraordinárias não são formadas por pessoas iguais, mas por líderes capazes de transformar diferenças em força, talentos em resultados e respeito em cultura."

Até a próxima dica!

Elaboração:
Alma Serena Barbosa Satto
Bruna Fernandes Alves Cascais
Ingrid Audrey Schauffert 
Marcelo Dias e Silva   
Nota: Este material contou com o apoio do Microsoft Copilot em sua elaboração inicial, tendo sido posteriormente revisado, adaptado e validado pelos conteudistas para adequação ao contexto institucional do Poder Judiciário de Santa Catarina.

Referências:
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 2022.
LENCIONI, Patrick. Os cinco desafios das equipes: uma história sobre liderança. Rio de Janeiro: Sextante, 2015.
ROBBINS, Stephen P.; JUDGE, Timothy A. Comportamento organizacional. 18. ed. São Paulo: Pearson, 2020.
ROCHA, Alfredo. Palestras e treinamentos sobre comportamento humano, liderança e valorização das diferenças nas organizações. Curitiba: INSPIRAR, diversas edições e conteúdos institucionais.
SINEK, Simon. O jogo infinito. Rio de Janeiro: BestSeller, 2019.