Como lidar com as alterações emocionais da TPM e TDPM - Servidor - Poder Judiciário de Santa Catarina

Dicas de saúde

Como lidar com as alterações emocionais da TPM e TDPM

Outubro Rosa é um mês de conscientização sobre a prevenção e o tratamento do câncer de mama, com ênfase no diagnóstico precoce, mas vai muito além, pois abrange a importância dos cuidados com a saúde da mulher. Nesta dica de saúde, aborda-se outra temática que permeia o universo feminino: a tensão pré-menstrual (TPM) e o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).

A TPM e o TDPM, condições relacionadas ao ciclo menstrual, diferem em intensidade e impacto. A TPM envolve sintomas físicos e emocionais leves a moderados, como cólicas, inchaços, dores de cabeça, ansiedade e irritabilidade, que geralmente desaparecem com o início da menstruação. Nem todas as mulheres vivenciam a TPM e, entre aquelas que a experienciam, as manifestações variam, tanto pelos aspectos biológicos quanto pelos efeitos da cultura e da linguagem, que perpassam o corpo.

Já o TDPM afeta uma menor porcentagem de mulheres e tem sintomas mais graves, relativos a alterações no comportamento, como manifestação de episódios depressivos, descontrole dos impulsos, aumento da ansiedade e da frequência de crises de pânico, e até mesmo manifestação de sintomas psicóticos. O diagnóstico de TDPM é mais complexo e requer avaliação especializada dos sintomas ao longo de vários ciclos menstruais e tratamento adequado.

Não hesite em procurar ajuda profissional. As medidas práticas a seguir poderão auxiliar no enfrentamento desse período e aliviar os sintomas.

  1. Autoconhecimento:  é o primeiro e mais importante passo para lidar com as alterações de humor presentes na TPM e com os sintomas do TDPM. Perceba os próprios mecanismos de funcionamento e como costuma responder e se colocar nas relações e situações durante esse período. Sinalizar essa fase para os mais próximos também é uma alternativa.
  2. Alimentação balanceada: inclua alimentos ricos em cálcio, magnésio e vitamina B6 na sua dieta. Evite cafeína e alimentos processados, que podem agravar os sintomas.
  3. Exercícios físicos: pratique atividades físicas regularmente. Exercícios aeróbicos, como caminhada e natação, ajudam a liberar endorfinas, o que melhora o humor e reduz a dor. Beba bastante água, para ajudar a reduzir a retenção de líquidos.
  4. Sono de qualidade: garanta uma boa noite de sono. Dormir bem é crucial para o equilíbrio hormonal e para a saúde mental. Confira algumas dicas nas nossas cartilhas Qualidade do Sono e Alterações do Sono.
  5. Gerenciamento do estresse: técnicas de relaxamento, como meditação, ioga e respiração profunda, podem ajudar a controlar o estresse e a ansiedade. Saiba mais na nossa cartilha Manejo do Estresse
  6. Suplementos naturais: consulte o seu médico sobre o uso de suplementos como óleo de prímula, vitamina E e magnésio, que podem ajudar a aliviar os sintomas.
  7. Apoio emocional: não hesite em buscar apoio de amigos, familiares ou profissionais de saúde mental. Conversar sobre o que está sentindo pode ser muito benéfico. Além disso, aceite que toda tensão, intensidade e excesso fazem parte da existência e moldam os registros simbólicos de todos os seres humanos, não apenas das mulheres.

Reconhecer como sendo sua a responsabilidade e a escolha sobre a forma como irá lidar com as repercussões das alterações hormonais ao longo da vida é fundamental. Cuidar de si mesma é um ato de amor e respeito.