Prevenção do adoecimento mental materno: Um cuidado que se constrói com apoio - Servidor - Poder Judiciário de Santa Catarina
Dicas de saúde
A maternidade é um período transformador, no qual emergem tanto a força quanto a vulnerabilidade da mulher, revelando uma dimensão humana rica e complexa. O período perinatal, especialmente, é marcado por intensas mudanças físicas, emocionais e sociais, que impactam de maneira significativa a experiência materna.
Essas transformações podem vir acompanhadas de um sofrimento psíquico silencioso, muitas vezes invisível aos olhos e disfarçado por expectativas sociais idealizadas. Falar sobre saúde mental materna é mais do que necessário - é urgente, de modo que a maternidade possa melhor se estabelecer em harmonia com as demais dimensões da vida, com a atenção à saúde da mulher e à primeira infância.
Ansiedade, depressão e, em casos mais graves, ideação suicida não são raras nesse contexto. E a raiz desse sofrimento pode estar na soma de diversos fatores: desequilíbrio hormonal, histórico de transtornos mentais, sobrecarga emocional, ausência de rede de apoio, violência doméstica e uma cultura que espera da mulher uma força inabalável.
O elevado número de mães que adoecem mentalmente não representa apenas estatísticas, mas histórias de mulheres que se sentem esgotadas, solitárias, desvalorizadas e invisíveis. Não se trata de fraqueza, tampouco desamor. É um sinal de que o cuidado precisa ir além do físico, também precisa ser emocional e social.
Felizmente, há caminhos de prevenção que podem ser fortalecidos. Práticas como atividade física, alimentação equilibrada, descanso e a busca por momentos de prazer e conexão com o que traz sentido podem fazer diferença. Mas nenhuma dessas ações é possível se a mulher não tiver apoio prático, seja de uma rede familiar, social ou profissional.
Quando há sinais persistentes de tristeza, desânimo, pensamentos negativos ou sensação de incapacidade, é fundamental buscar ajuda profissional. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico pode ser determinante para o bem-estar da mulher e, consequentemente, de toda a família.
Prevenir o adoecimento mental materno é responsabilidade coletiva. E começa com a escuta, o respeito às fragilidades e o reconhecimento de que cuidar de uma mãe é também cuidar do futuro. No âmbito do PJSC, esse cuidado se materializa por meio do Programa Mães do Judiciário, uma iniciativa voltada às servidoras e magistradas que exercem a maternidade. Com encontros e apoio virtual, o programa oferece um espaço de acolhimento, troca de experiências e escuta empática, extensivo aos filhos e à família.
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