Treinamento em armamento e tiro defensivo reforça segurança de magistradas e servidoras do PJSC - Academia Judicial - Poder Judiciário de Santa Catarina
Treinamento em armamento e tiro defensivo reforça segurança de magistradas e servidoras do PJSC
Foi realizado, na última sexta-feira (24/4), o curso de Armamento e Tiro Básico Defensivo para o Público Feminino do Poder Judiciário, promovido em parceria entre a Academia Judicial e o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do PJSC. O treinamento ocorreu no Clube de Tiro Top Gun, localizado em São José, na Grande Florianópolis, e foi dirigido a magistradas, oficialas de Justiça, oficialas de Justiça e avaliadoras e oficialas de Infância e Juventude, assim como comissárias da Infância e Juventude, profissionais que, em razão das atribuições que exercem, estão mais expostas a situações de risco.
Foram disponibilizadas 12 vagas e, no decorrer do treinamento, as participantes aprenderam, não apenas técnicas de tiro, mas a desenvolver uma mentalidade de segurança proativa. O manuseio seguro da arma de fogo foi abordado como última decisão a ser tomada na defesa, uma ferramenta de nivelamento de força indispensável em uma situação de confronto assimétrico. O coordenador do Conselho e do Núcleo de Segurança Institucional, desembargador Sidney Eloy Dalabrida, explicou que o curso tem por propósito fortalecer a autoconfiança e a capacidade de autoproteção das mulheres, sensibilizando-as para a identificação de situações de risco e o controle de situações de estresse.
A desembargadora Rosana Portella Wolff, corregedora-geral do Foro Extrajudicial, avaliou a experiência como extremamente positiva. “A qualidade do treinamento, aliada à competência e ao profissionalismo dos instrutores, transmitiu segurança e confiança em cada etapa. Mais do que o aprendizado técnico, o curso reforçou a importância da preparação e do cuidado com a própria segurança”, aferiu. A desembargadora ainda destacou o quanto iniciativas desse tipo demonstram, de forma concreta, a atenção e o compromisso do TJSC com a proteção do seu público interno.
O relatório da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID), referente ao ano de 2024, registrou mais de 76 mil ocorrências criminais contra a mulher em Santa Catarina. Quase metade desses casos corresponde a crimes de ameaça, o que demonstra que a coação e a intimidação são formas recorrentes de agressão e riscos aos quais as agentes públicas estão particularmente vulneráveis. Além do relatório da Cevid, o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do TJSC levantou e comparou dados relativos aos processos distribuídos no PJSC, oriundos de casos de violência contra a mulher no Estado, e constatou um aumento de 35,6% nos casos de feminicídio no período de janeiro a agosto de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, evidenciando uma inequívoca escala da violência letal contra a mulher.
A oferta do curso em um ambiente exclusivo e conduzido por especialistas em segurança institucional, representa um investimento direto na integridade física e na tranquilidade de magistradas e servidoras, garantindo que possam desempenhar suas funções essenciais à Justiça com a máxima confiança e segurança.