Ética e integridade no serviço público pautam reflexões em evento promovido pelo AJ - Academia Judicial - Poder Judiciário de Santa Catarina

Notícias

Ética e integridade no serviço público pautam reflexões em evento promovido pelo AJ

Ética e integridade no serviço público pautam reflexões em evento promovido pelo AJ

08 maio 2026 | 18h19min

Em alusão ao Dia Nacional da Ética, comemorado no dia 2 de maio, a Academia Judicial, em parceria com a Comissão de Ética e Conduta do PJSC, realizou, nesta sexta-feira (8/5), o evento Ética em Dia: integridade e cultura organizacional no serviço público, ambientado no auditório Ministro Teori Zavascki, no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Dirigido aos servidores, o evento constitui espaço para uma reflexão coletiva sobre integridade, cultura organizacional e humanização das relações no ambiente de trabalho.  

Ao longo das falas, as autoridades que compuseram a mesa na solenidade de abertura foram unânimes em abordar a ética como comportamento que vai além das normas. Representando a Academia Judicial, o juiz Romano José Enzweiler, diretor de Capacitação de Serviços Judiciários, destacou a ética como a integridade em se fazer o correto mesmo quando não há fiscalização. “Ética não é apenas regra, é cultura que não normaliza humilhações, discriminações, assédios ou abusos de posição; ela exige consciência das diferenças, das vulnerabilidades, e responsabilidade na comunicação. A ética começa na norma, mas se realiza na prática”, afirmou.  

Fotografia em plano aproximado mostra o juiz Romano Enzweiler sentado à mesa durante o evento. Ele aparece usando terno escuro, camisa branca e gravata azul-marinho com pequenos pontos claros. Segurando um microfone com a mão esquerda, faz um gesto com a mão direita enquanto fala. À sua frente há um copo com água sobre a mesa. O fundo desfocado revela parte do auditório e das bandeiras posicionadas atrás da mesa de autoridades. 

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do TJSC, Carolina Rodrigues Costa, destacou que o sentido do que é ético é sempre contemporâneo ao tempo em que vivemos. E, na atualidade, em uma sociedade dominada pela tecnologia e por relacionamentos virtuais, tanto no nível pessoal quanto no profissional, perde-se o debate ético. “Quando nos afundamos nos computadores, vai se perdendo um pouco do processo de humanização. Os trabalhadores ficam mais individualistas e o debate ético anda para trás”, frisou. 

Fotografia em plano aproximado mostra Carolina Rodrigues Costa sentada à mesa durante o evento. Ela veste blusa vermelha e segura um microfone com a mão direita enquanto fala. Com a mão esquerda, faz um gesto durante sua manifestação. À sua frente há um copo com água sobre a mesa. Ao fundo, desfocado, aparecem parte do auditório e das bandeiras posicionadas atrás da mesa de autoridades. 

A presidente da Comissão de Ética e Conduta do PJSC e assessora de gabinete no Fórum de Tijucas, Haydee Fernanda Loppnow, ressaltou que momentos de reflexão como os proporcionados por esse evento revelam não apenas um compromisso institucional, mas a humildade e disposição dos participantes para serem profissionais e pessoas ainda melhores. 

Fernanda Loppnow está sentada atrás de uma mesa, em um ambiente interno que lembra um auditório ou sala de eventos. Ela segura um microfone com uma das mãos enquanto faz um gesto com a outra, como se estivesse explicando ou falando ao público. Sobre a mesa, à frente, há um copo transparente com água. A pessoa usa óculos de armação escura, veste uma camisa clara com mangas compridas e um colete escuro por cima. Ao fundo, há bandeiras desfocadas e móveis escuros, sugerindo um ambiente institucional. A iluminação é suave, com foco principal na pessoa em primeiro plano. 

Alexsander Postali, diretor-geral administrativo do TJSC, destacou que a ética e a integridade estão no centro da boa administração pública. “A ética tem impacto direto na construção de ambientes mais humanos e colaborativos. Ambientes éticos são também ambientes mais humanos, onde as pessoas se sentem respeitadas, seguras para se manifestar, acolhidas em suas diferenças e valorizadas”, destacou. Ele também enfatizou que uma cultura institucional que prioriza a ética é construída diariamente, na forma como convivemos uns com os outros. E finalizou: “ninguém constrói uma cultura institucional sozinho; isso é um compromisso coletivo, diário e permanente”. 

Pessoa identificada no contexto como Alexsander Postali está sentada atrás de uma mesa em um ambiente institucional, semelhante a um auditório. A pessoa segura um microfone com uma das mãos e está em posição de fala voltada ao público. Sobre a mesa há um copo transparente com água. A pessoa veste traje formal, com terno escuro, camisa clara e gravata. Ao fundo, há um painel escuro com texto desfocado e bandeiras também desfocadas, indicando um ambiente oficial, possivelmente ligado ao sistema de justiça. A iluminação destaca a pessoa em primeiro plano. 

O 3º vice-presidente do TJSC, desembargador Márcio Rocha Cardoso, representando o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rubens Schulz, finalizou a solenidade de abertura destacando a temática como um dos pilares da atual administração do TJSC e como uma das grandes metas administrativas a serem alcançadas pela atual administração. “A ética é o fundamento do serviço público e da vida em sociedade, e o que aqui hoje será discutido nos remete à razão maior da nossa instituição, que é servir a sociedade com responsabilidade, transparência e respeito à dignidade humana”. Ele ainda afirmou que “a ética não deve ser tratada como atributo excepcional ou virtude reservada a poucos”, mas como “um compromisso básico que sustenta a confiança social”. Ao encerrar sua fala, rememorou o escritor uruguaio Eduardo Galeano, no livro “As palavras andantes”, ao lembrar que “a ética não é ponto de chegada, mas um caminho diário que se constrói com atitudes firmes, discretas e coerentes. Um horizonte que nos faz caminhar”. 

Pessoa identificada no contexto como desembargador Marcio Rocha Cardoso está sentada atrás de uma mesa em um ambiente que parece ser um auditório institucional. A pessoa segura um microfone próximo à boca, em posição de fala, voltada em direção ao público. Sobre a mesa há um copo transparente com água. A pessoa veste traje formal composto por terno escuro, camisa clara e gravata. Ao fundo, há um painel escuro com texto parcialmente visível e desfocado, além de bandeiras também desfocadas, sugerindo um ambiente oficial, possivelmente ligado ao sistema de justiça. A iluminação destaca a pessoa em primeiro plano, com o restante do ambiente em segundo plano menos nítido. 

As palestras tiveram início com a apresentação de Haydee Leppnow sobre os principais aspectos do Código de Ética dos Servidores do PJSC, instituído pela Resolução TJ n. 22/2021.  A presidente da Comissão destacou os princípios e valores orientadores do código, afirmando a ética como um ir além em sua conduta profissional. “Quando se pensa em ética, saímos do mínimo e vamos para o máximo. Ele não é para puxar para os trilhos quem está saindo fora, é para aquele que age dentro da legalidade e quer subir a régua”, explicou Leppnow.  

Na sequência, o professor Vanderlei de Oliveira Farias, da Universidade Federal da Fronteira Sul, apresentou a palestra “O que é Ética?”. Esse momento inicial teve, como debatedora, a desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho (membro da CPEAMAS) e, como presidente de mesa, a servidora Alessandra Ludwig (membro da Comissão de Ética e Conduta). No decorrer da tarde, mais dois painéis, com duas palestras cada, abordaram as interseccionalidades da ética e a relação desta com a comunicação institucional. 

Copiar o link desta notícia.