Academia Judicial do TJSC diploma 39 novos juízes substitutos da magistratura catarinense - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Academia Judicial do TJSC diploma 39 novos juízes substitutos da magistratura catarinense

03 junho 2026 | 17h41min

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), por meio da Academia Judicial, promoveu, na noite da última terça-feira (2/6), a formatura da 18ª turma do Curso Oficial de Formação Inicial da Magistratura, com a entrega de certificados de conclusão a 39 novos juízes substitutos. A celebração foi realizada no Auditório Jurista Paulo Henrique Blasi, na Universidade Federal de Santa Catarina, e contou com a presença de autoridades do Poder Judiciário catarinense e familiares dos novos magistrados.

Foto horizontal: auditório lotado acompanha solenidade na Academia Judicial, mesa de autoridades à frente, clima de formação e celebração institucional.

A desembargadora Vera Lúcia Ferreira Copetti, diretora-executiva da Academia Judicial, deu início à cerimônia e destacou que o encerramento do curso representa um momento de grande relevância institucional e vai muito além do cumprimento de uma etapa formal da carreira. Segundo ela, a formação constituiu o primeiro espaço estruturado de inserção dos novos magistrados na cultura do Poder Judiciário catarinense. "A formação do magistrado não pode se resumir à transmissão de conteúdo", afirmou a desembargadora, ao enfatizar que o processo educacional pressupõe o desenvolvimento de competências, a transformação social e o protagonismo dos alunos, conforme a proposta pedagógica da Academia Judicial.

Ela ressaltou ainda que o curso foi construído com base nas dimensões do saber, do saber ser e do saber fazer, preparando os novos juízes e juízas para exercer a jurisdição com responsabilidade e equilíbrio. "A jurisdição não se exerce apenas com inteligência jurídica. Ela exige caráter, escuta, serenidade, disciplina, humanidade e consciência dos efeitos concretos de cada decisão", observou.

Foto horizontal: a desembargadora Vera Lúcia Ferreira Copetti discursa na Academia Judicial, púlpito em destaque, clima de solenidade e formação institucional.

Ao encerrar sua fala, a desembargadora lembrou que os conhecimentos adquiridos ao longo da formação devem ser convertidos em um serviço público de excelência. "A partir de agora, as decisões deixam de ser hipóteses acadêmicas e passam a incidir sobre vidas, famílias, patrimônios, liberdades, políticas públicas e sobre as expectativas da sociedade", concluiu.

Na sequência, foram feitos os pronunciamentos da presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses, a juíza Janiara Maldaner Corbetta, e do corregedor-geral da Justiça, desembargador Dinart Francisco Machado. Ambos destacaram que a conclusão do curso marca o início efetivo da trajetória na magistratura catarinense, ressaltando a responsabilidade inerente à função, a importância da humildade e da sabedoria no exercício da jurisdição e a necessidade de aliar o conhecimento técnico à sensibilidade humana no contato com a realidade das comarcas e da sociedade.

Por fim, o presidente do TJSC, desembargador Rubens Schulz, ressaltou a importância da proximidade com a comunidade para o fortalecimento da confiança da sociedade no Poder Judiciário. Em sua fala, destacou que cada juiz e juíza contribui para a construção da imagem da Justiça catarinense, não apenas pela qualidade técnica de seu trabalho, mas também pela forma como se relaciona com as pessoas e com a realidade das comarcas.

Foto horizontal: o desembargador Rubens Schulz discursa na Academia Judicial, plateia atenta, clima de solenidade e formação institucional.

O desembargador também chamou a atenção para os desafios da gestão inerentes à carreira, lembrando que a magistratura exige equilíbrio entre as responsabilidades profissionais e a vida pessoal. “Cada juiz é também um administrador, e são inúmeras as questões que terão de administrar, não apenas no âmbito profissional. A profissão que vocês abraçam agora é muito sedutora e nos leva, às vezes, a um dispêndio de energia que não é, necessariamente, o devido naquele momento. O juiz só carrega o mundo nas costas se ele colocar o mundo para si próprio carregar”, frisou. Ao desejar sucesso aos formandos, incentivou-os a exercer a função com responsabilidade, serenidade e leveza, preservando valores essenciais como a ética, o compromisso institucional e a sensibilidade humana.

Após o pronunciamento, o presidente do Tribunal de Justiça, a diretora-executiva da Academia Judicial e o juiz substituto João Manoel Fernandes Ranthum realizaram o descerramento da placa comemorativa da 18ª turma do Curso Oficial de Formação Inicial da Magistratura. A homenagem passará a integrar a galeria de turmas do curso presente no local, preservando o registro da formação dos novos magistrados catarinenses.

Foto horizontal: desembargador Rubens Schulz e desembargadora Vera Lúcia Ferreira Copetti participam de solenidade institucional, momento de descerramento simbólico, clima de celebração e reconhecimento.

A solenidade prosseguiu com a entrega dos certificados aos 39 novos magistrados. Em nome da turma, a juíza substituta Thays Duarte Santos proferiu o discurso de encerramento. Em sua manifestação, destacou a intensidade da trajetória compartilhada pelos colegas ao longo do curso, os desafios superados e a relevância da formação para o exercício da magistratura.

  Foto horizontal: auditório da Academia Judicial com mesa de autoridades e público atento, clima de solenidade, formação e troca institucional. 

“Estivemos uns com os outros na alegria mais genuína e na dor mais sincera, e isso, colegas, não é pouco, é vínculo de vida. Saímos daqui mais do que colegas de carreira, saímos daqui como testemunhas de uma fase decisiva da vida uns dos outros”, proferiu. Também agradeceu aos familiares, professores, servidores e magistrados que contribuíram para a preparação da turma, ressaltando o compromisso dos novos magistrados e magistradas com os valores que orientam o Poder Judiciário catarinense. A partir da próxima segunda-feira (8/6), os novos juízes e juízas substitutos iniciam suas atividades nas circunscrições judiciárias às quais foram designados.

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