Autores de violência doméstica discutem masculinidade e manejo da raiva em Joinville - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Autores de violência doméstica discutem masculinidade e manejo da raiva em Joinville

Grupo Refletir conclui nova edição. Desde 2024, programa já atendeu mais de 800 pessoas

30 junho 2026 | 11h03min

A reflexão sobre atitudes, emoções e responsabilidades marcou o encerramento de mais uma edição do Grupo Refletir, promovido pela Central de Penas e Medidas Alternativas (CPMA) da comarca de Joinville. A programação foi concluída nesta sexta-feira, 26 de junho, após quatro encontros destinados a homens e mulheres autores de violência doméstica, com o objetivo de estimular mudanças de comportamento e contribuir para a prevenção de novos episódios de violência.

A iniciativa integra o Programa de Reeducação desenvolvido pela CPMA e é aplicada como medida prevista na Lei Maria da Penha. Ao longo dos encontros, os participantes acompanham palestras e atividades voltadas a temas como direitos humanos, promoção da cidadania, igualdade de gênero, masculinidade, violência, controle das emoções, manejo da raiva, linguagem violenta, autoestima, uso de substâncias psicoativas e aspectos relacionados à legislação de proteção às mulheres. Os encontros contaram com a participação de profissionais do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e de psicólogos parceiros, reunidos na sede da OAB de Joinville.

Foto horizontal: participantes acompanham palestra educativa em auditório, durante ação de conscientização e prevenção promovida pelo Poder Judiciário, com apresentação conduzida por especialista e apoio de recursos audiovisuais. 

Nesta edição, a palestra de finalização foi conduzida por integrantes da Rede Catarina de Proteção à Mulher, programa institucional da Polícia Militar de Santa Catarina voltado à prevenção da violência doméstica e familiar. A iniciativa atua por meio de ações de proximidade, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas e integração com os demais órgãos da rede de atendimento, buscando ampliar a efetividade das medidas de proteção e fortalecer o enfrentamento da violência.

Segundo a assistente social da CPMA de Joinville, Kátia Regina Vieira Pereira Aguiar, a transformação é perceptível ao longo do processo. “Os participantes costumam chegar aos encontros mais receosos e resistentes, mas, à medida que as atividades avançam, vão se abrindo ao diálogo. É possível perceber uma compreensão maior sobre as consequências de seus atos, além de uma consciência mais ampla sobre o impacto da violência nas relações e na vida das vítimas”, destaca.

Desde fevereiro de 2024, 851 homens e mulheres autores de violência doméstica já participaram das palestras do Grupo Refletir em Joinville. A expectativa da equipe é dar continuidade às atividades para fortalecer ações de conscientização, responsabilização e prevenção da reincidência.

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