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Fóruns retomam atividades presenciais com atenção à saúde dos servidores e usuários

O Poder Judiciário de Santa Catarina, que retornou de forma gradual a prestar atendimento presencial nesta semana, tem bem clara a necessidade de seguir à risca as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) na prevenção à Covid-19.

Apesar de o mundo vivenciar a pandemia há quase um ano desde o aparecimento do primeiro caso da doença, ainda são muitas as dúvidas sobre a origem e o combate ao vírus, bem como sequelas da contaminação. No entanto, o que é unânime entre especialistas, médicos e estudiosos é a eficácia das atitudes individuais na prevenção da doença.

No Judiciário catarinense, a prioridade é a saúde dos servidores no retorno ao trabalho nos fóruns e também dos usuários que acessarão os prédios.

Sempre que possível, é indicado fazer o rodízio com uma semana de trabalho presencial seguida de duas semanas de trabalho remoto. Desta maneira, caso algum servidor se contamine, estará em quarentena no período contagioso. Este rodízio é organizado a partir de pesquisa realizada previamente com os servidores e colaboradores, com aqueles que não fazem parte nem coabitam com pessoas do grupo de alto risco.

Cada setor atua com o mínimo de pessoas em trabalho presencial, até o teto de 30%, e a prioridade ainda é que toda atividade possa ser oferecida de maneira remota. Aos advogados com acesso aos fóruns recomenda-se que prefiram buscar o atendimento on-line sempre que possível. Demais usuários só poderão entrar nas unidades jurisdicionais caso tenham sido chamados por telefone, e-mail, mensagem de celular ou em casos emergenciais excepcionais.

 

Como se cuidar

 

A médica responsável pela Diretoria de Saúde do TJ, Graciela de Oliveira Richter Schmidt, ressalta que a principal observação a ser feita é se as pessoas apresentam algum sintoma suspeito - no caso dos servidores, não devem ir ao trabalho presencial e devem informar sua chefia e a Diretoria de Saúde pelo e-mail ds.covid@tjsc.jus.br. Já os usuários sintomáticos não devem comparecer a eventual chamado e devem informar a situação através do contato realizado anteriormente para reagendamento.

Vale lembrar que, se for possível, é melhor não levar acompanhantes e, se o atendimento puder ser feito por telefone ou internet, opte por uma dessas formas para garantir a prestação do serviço judiciário sem colocar em risco a saúde do servidor e do usuário.

Outra importante atitude é usar a máscara o tempo todo. "Mesmo que esteja sozinho, o servidor deve manter a máscara no rosto, cobrindo nariz e boca, para evitar a contaminação do espaço que também é acessado por outras pessoas. As gotículas que expelimos ao falar, tossir ou espirrar ficam no ar por no mínimo três horas e aumentam o risco de contaminação das pessoas que usarem o recinto futuramente, mesmo quando já não estamos nele. Manter a máxima ventilação possível do ambiente também é necessário para evitar que o vírus permaneça ali", orienta Graciela.

Tanto servidores quanto visitantes terão a temperatura corporal aferida na entrada dos fóruns e todos devem higienizar as mãos com álcool na chegada. A antecedência deve ser de no máximo 15 minutos ao horário agendado para evitar aglomeração em filas na entrada dos prédios. O ideal é manter distanciamento; quando necessário se aproximar, o adequado é manter a distância de dois metros entre as pessoas.

A médica explica que a principal forma de contaminação ocorre pelas vias aéreas. Por isso é fundamental manter a boa ventilação dos ambientes e lembrar de higienizar as mãos antes de levá-las ao rosto, já que temos contato frequente com diferentes tipos de superfícies e materiais potencialmente contaminados ao longo do dia.

"A carga viral que entra em contato com nosso corpo faz diferença. Se for uma pequena quantidade de vírus, o organismo consegue processar com maior facilidade. Mas quando recebemos uma grande carga viral de uma só vez, nosso corpo precisa responder com mais rapidez e habilidade, por isso a importância de mantermos os cuidados sanitários, haja vista a pandemia ter melhorado mas não ter passado", conclui Graciela.

Ouça o nosso podcast.

Imagens: Divulgação/TJSC
Conteúdo: Assessoria de Imprensa/NCI
Responsável: Ângelo Medeiros - Reg. Prof.: SC00445(JP)

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