18 agosto 2026 | 10h29min
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) tem como uma das bases de sua gestão promover o acompanhamento permanente de indicadores e estatísticas. A partir da análise contínua de dados de produtividade, desempenho e custos, a instituição orienta suas decisões, identifica oportunidades de melhoria e fortalece a prestação jurisdicional oferecida à sociedade catarinense.
A lógica segue um princípio clássico da administração: aquilo que não pode ser medido não pode ser gerenciado. Por isso, o TJSC mantém um monitoramento cotidiano de métricas que permitem avaliar resultados. Corrigir rumos e aperfeiçoar processos são outras duas possibilidades proporcionadas por esse acompanhamento, sempre com foco na celeridade e na eficiência do serviço prestado à população.
Os números mostram que essa estratégia tem produzido resultados expressivos. O TJSC lidera o ranking de operosidade entre os nove tribunais de justiça de médio porte do país. A produtividade dos magistrados catarinenses ocupa a primeira posição nesse grupo e a quarta colocação entre os 27 tribunais estaduais brasileiros. Entre os servidores, o desempenho também é destaque nacional: o tribunal aparece em primeiro lugar entre os de médio porte e em sétimo entre todos os tribunais de justiça do país.
"Esses números refletem o trabalho coordenado de magistrados, servidores e demais colaboradores. Mais do que posições em rankings, eles revelam o compromisso permanente do Tribunal com a gestão de pessoas, que se reflete na excelência da prestação jurisdicional em benefício do cidadão catarinense", interpreta o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, desembargador Rubens Schulz.
Outro indicador que reforça a eficiência da instituição é a taxa de congestionamento processual. O TJSC possui, no segundo grau de jurisdição, o terceiro menor índice do Brasil, resultado que demonstra maior fluidez na tramitação dos processos e capacidade de resposta às demandas judiciais.
O desempenho alcançado ganha ainda mais relevância quando analisado em conjunto com a estrutura administrativa do tribunal. Apenas 12% dos servidores do TJSC estão lotados na área administrativa, o menor percentual entre os tribunais de médio porte e o segundo menor do país. O índice está abaixo da média nacional, de 17%, e também da média dos tribunais de porte semelhante, que é de 18,5%.
Na prática, isso significa que a maior parte da força de trabalho está direcionada à atividade-fim da instituição: a prestação jurisdicional.
O controle dos gastos também se destaca. A despesa total do TJSC representa 0,79% do Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina. O percentual é o quinto menor entre os 27 tribunais de justiça brasileiros, índice que evidencia uma operação de baixo custo em comparação com outras cortes estaduais.
Ao se comparar a produtividade dos tribunais com suas respectivas despesas, avaliam assessores de planejamento da Diretoria de Planejamento e Finanças do TJSC, percebe-se um cenário positivo em SC, uma vez que o Tribunal catarinense entrega elevado desempenho jurisdicional sem descuidar do rigor na gestão dos recursos públicos.
Outro diferencial está na transformação digital. Atualmente, o tribunal opera com tramitação processual 100% eletrônica e desenvolve seus projetos exclusivamente em meio digital, o que contribui para a agilidade dos procedimentos e a modernização dos serviços.
Os resultados reforçam o papel estratégico do uso de dados na administração pública. No TJSC, as informações são utilizadas para acompanhar tendências e antecipar necessidades. A intenção dos gestores é evitar gargalos que possam comprometer o andamento dos processos. Embora existam desafios pontuais, eles são continuamente monitorados para garantir a fluidez da atividade jurisdicional.
Em síntese, o Judiciário catarinense tem conseguido entregar mais com menos. Com uma área administrativa enxuta e eficiente, uma área jurisdicional produtiva e célere, além de uma das menores estruturas de custo do país, o TJSC utiliza a inteligência de dados como ferramenta essencial para sustentar seu compromisso permanente com a excelência na prestação jurisdicional.
“Os indicadores mostram que aspectos como produtividade, congestionamento processual, estrutura administrativa e custos, entre outros fatores, devem sempre ser analisados de forma integrada. É essa visão ampla que permite compreender o desempenho institucional e planejar melhorias”, analisa Diogo Luiz Bizatto, coordenador do Núcleo de Dados e Informações da Diretoria de Planejamento e Finanças (DPF) do TJSC, integrado ainda pelos assessores Sérgio Weber e Felipe Ivo Rosa.
Indicadores extraídos e compilados pelo Núcleo de Dados e Informações da Diretoria de Planejamento e Finanças (DPF) do TJSC, com base em dados institucionais e no levantamento do Justiça em Números 2026.