21 outubro 2026 | 10h05min
A experiência do Poder Judiciário no enfrentamento da violência contra as mulheres ganhará o reforço da pesquisa acadêmica com a criação do Núcleo de Estudos Aplicados sobre Violência de Gênero (Neavig), iniciativa da 2ª Vara Criminal da comarca de Lages em parceria com os programas de mestrado e doutorado da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac).
O objetivo é desenvolver estudos que ampliem a compreensão sobre a violência de gênero e contribuam para a construção de estratégias mais eficazes de prevenção, especialmente nos casos de violência letal contra mulheres. A produção científica também poderá subsidiar políticas públicas, aperfeiçoar práticas institucionais e fomentar discussões sobre o aprimoramento da legislação voltada à proteção das mulheres.
“Queremos entender melhor a realidade de Lages, mapear as iniciativas que já existem e ajudar a tornar o atendimento às vítimas cada vez mais integrado e efetivo. A ideia é produzir conhecimento que possa contribuir, na prática, para a prevenção da violência contra as mulheres”, afirma o juiz Edison Alvanir Anjos de Oliveira Júnior, titular da 2ª Vara Criminal da comarca de Lages.
Pela universidade, a articulação acadêmica dos trabalhos é conduzida pela professora Mareli Eliane Graupe, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação. A iniciativa conta ainda com a participação de coordenadores de cursos e alunos do programa de doutorado, além do envolvimento dos cursos de Direito, Serviço Social, Psicologia e Jornalismo, o que garantirá uma abordagem interdisciplinar sobre o tema.
O grupo já realizou três encontros de trabalho e agora organiza a solenidade de lançamento oficial do Neavig. O evento será no dia 23 de novembro, às 19 horas, na Uniplac, quando será assinado termo de cooperação entre a universidade e a 2ª Vara Criminal da comarca de Lages. Para o próximo ano, estão previstas ações voltadas ao desenvolvimento de pesquisas, à produção de estudos técnicos e à ampliação da participação das diferentes áreas do conhecimento.
Para a professora Mareli Eliane Graupe, a atuação conjunta entre o Judiciário e a academia vai ampliar a compreensão sobre a violência de gênero. “Precisamos estar atentos para reconhecer e desconstruir a naturalização da violência nos diferentes espaços, especialmente em relação às mulheres. Quanto mais compreendermos esse fenômeno, mais preparados estaremos para preveni-lo e enfrentá-lo”, diz a pesquisadora. A expectativa é de que os estudos produzidos pelo núcleo auxiliem na identificação de caminhos para reduzir a incidência de casos, fortalecer a rede de proteção e qualificar as ações desenvolvidas pelas instituições parceiras.
Imagens: Divulgação/Comarca de Lages
Conteúdo:
Diretoria de Comunicação/DCOM