Saúde e qualidade de vida da mulher no climatério é tema de mesa-redonda no TJSC - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina
Evento contou com a participação da médica ginecologista Bruna de Almeida, que respondeu a várias perguntas sobre o tema
A Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) promoveu na tarde desta quarta-feira, 18 de março, no ambiente virtual do Teams, a mesa-redonda “Saúde da mulher no climatério”, mediada pela médica ginecologista Bruna de Almeida. O evento está integrado à campanha “Março é delas”, organizada pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), que propõe ações para a reflexão a respeito dos direitos e a promoção da saúde das mulheres.
A mesa-redonda foi pensada como um espaço acolhedor, empático e aberto para dialogar sobre climatério e menopausa, seus impactos na saúde física, emocional e na qualidade de vida da mulher, além de oferecer estratégias de cuidado e informação baseada em evidências. “É muito comum, nessa fase, a paciente apresentar sintomas e sinais físicos, como fogachos, dores em geral e ressecamento vaginal. Mas, principalmente, o que vejo muito na prática de consultório são sintomas emocionais, a que a gente tem que dar bastante atenção”, ressaltou a Dra. Bruna.
A especialista desmistificou informações que relacionam o uso de hormônios na reposição hormonal com o ganho de peso, falou dos diferentes tipos e vias de tratamento e enfatizou a importância da atividade física nessa fase natural da vida de toda mulher. “O melhor tipo de exercício físico na menopausa são os exercícios de impacto e de força, como a musculação e a corrida, porque é superimportante que a gente aumente a nossa formação de massa óssea, que é perdida após o climatério”, explicou ela.
Outros assuntos explorados durante a mesa-redonda foram os benefícios da terapia hormonal e a importância do acompanhamento médico especializado, bem como da realização de exames periódicos próprios da rotina ginecológica, como o papanicolau, a mamografia e a ultrassonografia transvaginal em mulheres com irregularidade menstrual, além de outros exames complementares, como os laboratoriais, a densitometria óssea e a colonoscopia, em alguns casos mais específicos, uma vez que, segundo a Dra. Bruna, existe um risco aumentado de câncer intestinal após a menopausa.
Bruna de Almeida formou-se em Medicina pela Unisul e fez residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital Regional de São José. É pós-graduada em infertilidade conjugal e reprodução humana assistida pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Sua atuação é voltada ao cuidado integral da saúde da mulher, com especial atenção às diferentes fases do ciclo feminino, incluindo o climatério e a menopausa, sempre com foco em informação qualificada e acolhimento.