Homens em situação de violência doméstica em Joinville refletem em grupo sobre seus atos - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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Homens em situação de violência doméstica em Joinville refletem em grupo sobre seus atos

Ação na comarca encerra 1º semestre com foco em responsabilização e prevenção à violência 

18 maio 2026 | 18h08min

A Central de Penas e Medidas Alternativas da comarca de Joinville concluiu, entre fevereiro e abril deste ano, o primeiro ciclo de encontros do ano do Grupo Refletir, iniciativa voltada a homens em situação de violência doméstica, encaminhados pelo Judiciário para cumprimento de alternativa penal e medida educativa, com participação obrigatória.

O trabalho foi organizado e coordenado pelas psicólogas Cristina Medeiros e Jovita Hufen, responsáveis pelo acompanhamento da execução do projeto ao longo dos encontros realizados de forma presencial no auditório do Fórum da comarca.

O grupo teve sua dinâmica estruturada em seis encontros quinzenais, com abordagem de temas relacionados às relações sociais e comportamentais, com ênfase em questões de gênero e convivência. Entre os conteúdos trabalhados estiveram reflexão de gênero, relação homem-mulher, masculinidade, violência, uso de substâncias psicoativas, comunicação não violenta, controle da raiva, resolução de conflitos, responsabilização, promoção da cidadania e apresentação da rede de encaminhamentos. A metodologia também considerou as experiências trazidas pelos próprios participantes, que serviram como base para a construção coletiva das reflexões ao longo dos encontros.

Ao final do ciclo, os participantes foram convidados a avaliar a experiência e relatar possíveis impactos dos encontros em suas trajetórias pessoais e relacionais. A psicóloga Cristina Medeiros relata que esse momento de devolutiva dos participantes costuma evidenciar o alcance do trabalho desenvolvido ao longo dos encontros.

Segundo ela, os relatos reforçam a relevância do projeto como espaço de reflexão e ressignificação de condutas, ao contribuir para o enfrentamento da violência de gênero e para a construção de novas formas de convivência social. Ela lembra ainda alguns dos depoimentos compartilhados nesse encerramento, que ajudam a traduzir a experiência vivida pelo grupo.

“Entre os depoimentos, tivemos homens que disseram que foi importante participar dos encontros e ter contato com outros homens com histórias parecidas. Um outro participante relatou a importância do ambiente construído ao longo das atividades e o fato de ser acolhido e não julgado”, relembra Cristina.

A psicóloga Jovita Hufen avalia que o Grupo Refletir se consolida como uma ação educativa essencial dentro das medidas alternativas, ao proporcionar um espaço estruturado de diálogo, responsabilização e compreensão sobre a violência contra a mulher e temas correlatos.

Uma nova turma do Grupo Refletir deve ser realizada ainda neste semestre, com data de início a ser definida, conforme a demanda encaminhada pelo Judiciário.

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