TJSC apresenta Plano de Ação 2026 com medidas para fortalecer direitos na primeira infância - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

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TJSC apresenta Plano de Ação 2026 com medidas para fortalecer direitos na primeira infância

Em meio ao Agosto Verde, documento reúne iniciativas em nove eixos, com ações previstas até 2029

18 agosto 2026 | 18h03min

O Comitê Gestor da Política Judiciária para a Primeira Infância (Cogepi) apresentou nesta terça-feira, 18 de agosto, a versão 2026 do Plano de Ação da Política Judiciária Estadual para a Primeira Infância. A reunião, realizada no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), reuniu representantes de diferentes áreas do Judiciário catarinense e de instituições que integram o sistema de Justiça para discutir as ações já executadas e os próximos passos da política no Estado.

Com vigência de 2024 a 2029, o Plano organiza a atuação em nove eixos e reúne medidas relacionadas a diferentes situações que podem afetar crianças nos primeiros seis anos de vida. Entre elas estão a proteção de filhos de mulheres privadas de liberdade, conflitos familiares, adoção e acolhimento, registro de nascimento e reconhecimento paterno, estrutura das varas e das equipes técnicas, além de ações da Justiça Federal, da Justiça do Trabalho, da Justiça Restaurativa e da Defensoria Pública.

A coordenadora do Cogepi e da Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (CEIJ), desembargadora Cláudia Lambert de Faria, destacou o trabalho integrado desenvolvido pelo comitê e a participação de diferentes unidades e instituições na execução e no aperfeiçoamento das ações voltadas à primeira infância. Para a magistrada, essa articulação é indispensável porque a proteção integral das crianças não pode ser alcançada de forma isolada. “É preciso diálogo, cooperação e uma atuação coordenada entre as diferentes áreas e instituições que integram o sistema de Justiça.”

 

Ao abordar a importância dos primeiros seis anos de vida, a desembargadora lembrou que as experiências vividas nesse período têm impacto na formação e no desenvolvimento das crianças. “Investir no afeto, na proteção e nos estímulos adequados nessa etapa, eu entendo que seja uma das formas mais profundas de prevenção e de promoção da dignidade humana”, afirmou. A magistrada também ressaltou a ampliação dessa atuação conjunta, que hoje reúne, além das unidades do TJSC, a Justiça Federal, a Justiça do Trabalho e, mais recentemente, a Defensoria Pública. Segundo ela, a chegada de novos parceiros fortalece a colaboração necessária para avançar na política judiciária voltada à primeira infância.

Renata Medeiros da Rosa Perottoni, oficiala da Infância e Juventude da CEIJ, apresentou o Plano e explicou que o trabalho da equipe se concentra em três frentes: implementação, monitoramento e atualização. Além das reuniões gerais, o grupo realiza encontros específicos por eixo, o que permite analisar cada iniciativa com mais profundidade, acompanhar sua evolução e avaliar eventuais ajustes necessários. “Nosso trabalho é fazer com que essas ações sejam cada vez mais implementadas e tenham resultados concretos”, explicou. O plano tem 101 ações e, dessas, 63 já foram executadas.

O psicólogo da CEIJ Ricardo de Bom Maria apresentou um exemplo de como as ações previstas no Plano chegam à rotina do Judiciário. Com a colaboração da Justiça Federal, foi implementado um recurso no sistema que sinaliza ao gabinete e ao cartório a existência de criança na primeira infância envolvida no processo. “A gente procura ter algo concreto, prático, que possa realmente auxiliar aquelas pessoas que mais precisam”, resumiu.

A secretária da CEIJ, Lilian da Silva Domingues, destacou que as ações desenvolvidas em Santa Catarina estão alinhadas às discussões realizadas nacionalmente sobre a primeira infância. O encontro ocorre durante o Agosto Verde, mês dedicado à primeira infância. A mobilização busca ampliar a atenção aos direitos e às necessidades das crianças de até seis anos e reforçar a importância dessa etapa para o desenvolvimento humano.

Participaram da reunião representantes da Presidência e da Corregedoria-Geral da Justiça, da CEIJ, da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Prisional e Socioeducativo, da Coordenadoria Estadual do Sistema dos Juizados Especiais e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, e do Comitê de Gestão Institucional de Justiça Restaurativa, além de representantes da Justiça Federal, da Justiça do Trabalho e da Defensoria Pública do Estado. Mais informações: CEIJ - Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude - Infância e Juventude - Poder Judiciário de Santa Catarina

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