Estratégias para lidar com dívidas - Servidor - Poder Judiciário de Santa Catarina
Dicas financeiras
Entender de finanças pessoais é necessário para a grande maioria das pessoas. Quem busca algo sobre o tema se depara com algumas dicas clássicas como: “É preciso gastar menos do que se ganha” e “O indicado é investir o que se economiza todo mês”. Só que, quanto mais nos aprofundamos nesse tema, mais interessante fica.
Há muitas dicas importantes e simples de entender, mas nem sempre fáceis de colocar em prática. Por exemplo, e se a pessoa não consegue viver com o que ganha e precisa recorrer a empréstimos? O que fazer depois de se endividar?
Em outra dica falamos sobre como quitar o empréstimo consignado. Nesta apresentamos estratégias para lidar com as dívidas de uma maneira geral. Vamos começar?
Abater ou quitar a dívida
O ponto de partida é realizar o máximo de esforço possível para reduzir ou pagar toda a dívida. Como não é possível deixar de lado os gastos básicos (alimentação, moradia, transporte, entre outras despesas recorrentes), para reduzir a dívida é necessário dar mais atenção aos gastos complementares, como lazer e entretenimento, que muitas vezes podem esperar.
Entre as iniciativas que podem ser tomadas, podemos citar as seguintes.
- Vender bens ou ativos. Desfazer-se de um patrimônio é uma estratégia para reduzir ou até eliminar o endividamento. Há bens que podem não estar sendo bem utilizados e que ainda geram despesas. Nesse caso, além de usar os valores obtidos na quitação de dívidas, reduzem-se custos fixos. Essa solução pode ser vender o segundo carro da família, trocar um carro por outro de menor valor ou vender a moto utilizada somente para passeios de fim de semana.
- Utilizar reservas investidas. A maioria das aplicações financeiras, como poupança, CDB/LCI e fundos de investimento, rende menos do que o valor cobrado num empréstimo. Caso o rendimento seja menor que os custos do empréstimo, o que é o provável, o melhor é você utilizar o dinheiro aplicado para quitar o empréstimo.
Negociar com o credor
Como as instituições financeiras fazem provisão para as dívidas de seus clientes, elas têm interesse em receber os valores emprestados mais rapidamente e, por isso, estão abertas para negociar. Converse com a instituição credora para verificar as possibilidades de renegociação de prazos ou dos valores das parcelas (com juros menores), as vantagens na amortização parcial da dívida ou até mesmo os descontos para quitação antecipada.
Trocar a dívida
Algumas pessoas desconhecem que é possível trocar uma dívida por outra com juros menores, o que resultará na redução das parcelas ou dos prazos. Essa troca de instituição, entre a que cedeu e a que recebeu a dívida, se chama portabilidade. Faça uma pesquisa para ver que instituições financeiras ofereçam no momento o mesmo tipo de empréstimo com melhor taxa de juros e melhores condições. Caso encontre uma proposta melhor, basta fechar o acordo com a nova instituição, que cuidará da portabilidade.
Importante! Fique atento a eventuais cláusulas do contrato atual, como multas, pois devem ser levadas em conta na hora dos cálculos.
Uma possibilidade mais simples de diminuir a dívida é contratar um novo empréstimo com taxa de juros mais baixa ou melhores condições de pagamento e utilizar o valor para quitar a dívida atual. Por exemplo, quem tem dívida no cartão de crédito ou no cheque especial, que geralmente possuem as taxas mais altas do mercado, pode adquirir um crédito consignado para pagá-la. Dessa forma, a nova dívida terá juros menores, além de ser mais facilmente gerenciada. Mas tome cuidado para não voltar a se endividar com o cartão e com o limite especial.
Também é importante lembrar que nós, servidores públicos, temos a segurança e a previsibilidade de receber o mesmo salário todo mês. Isso é uma condição que pode ser usada a nosso favor, seja para poupar mensalmente, seja para evitar dívidas, seja para incorporar essas práticas de redução ou eliminação do endividamento.
Quanto antes você buscar alternativas para reduzir as suas dívidas, melhor será o resultado. E, nesta trajetória, conte com o auxílio do nosso Programa de Educação Financeira para começar a planejar um futuro mais seguro e tranquilo!
Caso ainda precise de auxílio, agende conosco um encontro sobre qualquer tema relacionado à educação financeira! Para solicitar atendimento exclusivo e reservado com a nossa equipe ou sugerir conteúdo para as nossas ações, mande mensagem para educacaofinanceira@tjsc.jus.br.
Elaboração
Cristiano Minuzzi Debiasi
Equipe do Programa de Educação Financeira
E-mail: educacaofinanceira@tjsc.jus.br
Referências
Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Como Sair das Dívidas? 10 Dicas para te tirar do vermelho. Disponível em https://www.spcbrasil.org.br/blog/como-sair-das-dividas. Acesso em 19/2/2025.
Banco Central do Brasil. Estou endividado. Disponível em https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/endividado. Acesso em 19/2/2025.
Campêlo, Maria Adriana. Dívidas: fatores comportamentais e seus efeitos psicológicos. Disponível em https://www.gov.br/investidor/pt-br/penso-logo-invisto/dividas-fatores-comportamentais-e-seus-efeitos-psicologicos. Acesso em 20/2/2025.
Serasa. Manual do endividado. Disponível em https://cdn.builder.io/o/assets%2Fb212bb18f00a40869a6cd42f77cbeefc%2F65e4e2c3368d422cb1250a65941cd7ee?alt=media&token=c27ebb7b-0f24-4fff-a2f9-cf680bcd5118&apiKey=b212bb18f00a40869a6cd42f77cbeefc. Acesso em 20/2/2025.