Tripé Financeiro - o equilíbrio essencial para analisar investimentos - Servidor - Poder Judiciário de Santa Catarina

Dicas financeiras

Tripé Financeiro - o equilíbrio essencial para analisar investimentos

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Quem já estudou gestão de projetos provavelmente conhece o "tripé fundamental", que versa sobre o equilíbrio entre Escopo (Qualidade), Tempo e Custo. Esse conceito pressupõe que alterações em um desses fatores afetam inevitavelmente os demais; o sucesso do projeto reside no equilíbrio dessas dimensões.

Como exemplo, ao contratar um serviço de arquitetura, dificilmente se obterá o máximo das três variáveis: o projeto não será, simultaneamente, "barato, de alta qualidade e entregue rápido". Se o cliente deseja baixo custo e rapidez, provavelmente sacrificará a qualidade. Inversamente, um projeto impecável para entrega imediata exigirá um alto investimento. A premissa é simples: é impossível maximizar todos os critérios ao mesmo tempo.

É possível aplicar essa mesma lógica ao universo das finanças através do "Tripé dos Investimentos". Em uma correlação direta, temos: Liquidez (tempo), Risco (segurança/qualidade) e Rentabilidade (retorno). Na prática, se você busca segurança e liquidez, terá um retorno modesto (como na poupança ou Tesouro Selic). Caso busque rentabilidade e liquidez, deverá aceitar um risco maior (como em ações). Já se o objetivo for segurança e alta rentabilidade, será necessário renunciar à liquidez (aceitando prazos de resgate longos).

A tabela abaixo resume como os principais ativos do mercado brasileiro se comportam em relação a esse tripé, ajudando a leitora e o leitor a identificar o que é sacrificado em cada escolha.

Classe de Ativo Segurança 
(Risco)
Liquidez
(Prazo)
Rentabilidade
(Retorno)
O que "sacrifica"?'
Poupança Alta Alta Muito Baixa Rentabilidade
Tesouro Selic Altíssima Alta Média-Baixa Rentabilidade
Elevada
CDB/LCI
(Longo Prazo)
Alta Baixa Média-Alta Liquidez
Ações
(Boas empresas)
Baixa Alta Potencialmente
Alta
Segurança
Imóveis Físicos Média-Alta Muito Baixa Variável Liquidez

Mas de que serve conhecer esses pilares? Entender essas dimensões auxilia na escolha de ativos aderentes ao perfil do(a) investidor(a). Um perfil conservador prioriza a segurança, renunciando à liquidez imediata ou a ganhos elevados para diluir riscos. Já o investidor arrojado entende que, para buscar rentabilidade superior, precisará expor seu capital ou imobilizá-lo por mais tempo. Além disso, essa dinâmica promove consciência sobre o que é real e o que é fantasioso. Ao compreender que não existe o "investimento perfeito" (alta liquidez, segurança total e retorno elevado), o investidor torna-se imune a propostas duvidosas, como pirâmides financeiras e promessas de ganhos fáceis.

O gráfico abaixo ilustra que é impossível atingir os três objetivos simultaneamente. Cada lado do triângulo representa uma combinação viável, enquanto o centro permanece vazio — a utopia das finanças.


Fonte: Gemini (https://gemini.google.com/)

Quanto antes você analisar alternativas de investimentos com a perspectiva acima, melhor será o resultado. E, nesta trajetória, conte com o auxílio do nosso Programa de Educação Financeira para começar a planejar um futuro mais seguro e tranquilo!

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Elaboração: 
Cristiano Minuzzi Debiasi
Equipe do Programa de Educação Financeira 
E-mail: educacaofinanceira@tjsc.jus.br