Comissão de Soluções Fundiárias do TJSC participa de reunião sobre conflitos indígenas - Imprensa - Poder Judiciário de Santa Catarina

Notícias

Comissão de Soluções Fundiárias do TJSC participa de reunião sobre conflitos indígenas

Encontro interinstitucional foi promovido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre

08 maio 2026 | 15h31min

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) marcou presença, na última quinta-feira (7/5), na reunião interinstitucional promovida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. O encontro teve como foco central o panorama dos conflitos fundiários indígenas que tramitam na Comissão de Soluções Fundiárias da Corte Federal.

O evento reuniu lideranças do Judiciário do Sul do país, entre elas o desembargador federal Altair Antonio Gregorio, do TRF4; a desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak (TJRS) e o desembargador Fernando Prazeres, ambos do Tribunal de Justiça do Paraná. O TJSC foi representado pelo desembargador João Eduardo de Nadal, presidente da Comissão de Soluções Fundiárias da Corte catarinense.

Foco na resolução do conflito real

O objetivo principal da reunião foi apresentar a estrutura e o estágio atual dos processos envolvendo comunidades indígenas sob a jurisdição do TRF4, além de fortalecer o diálogo entre órgãos públicos e entidades não governamentais que atuam na área.

 

Durante sua intervenção, o desembargador João Eduardo de Nadal destacou o papel transformador das comissões de soluções fundiárias, que buscam alternativas além da sentença judicial tradicional. Para o magistrado, a pacificação social exige um olhar que ultrapasse as formalidades processuais. "Muitas vezes o juiz natural, ao proferir sua decisão, resolve o processo, mas não o conflito. O objetivo primordial da Comissão é, de fato, a resolução do conflito em sua essência", afirmou Nadal.

A união dos tribunais estaduais (TJSC, TJRS e TJPR) com a Justiça Federal reforça a estratégia de criar fluxos de trabalho conjuntos para lidar com ocupações e litígios de alta complexidade. A iniciativa segue as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva a mediação e o diálogo direto com as partes envolvidas antes da execução de medidas possessórias, garantindo o cumprimento de direitos fundamentais e a preservação da paz social no campo.

Copiar o link desta notícia.


Instagram

YouTube

Flickr

Atendimento à imprensa e a magistrado(a)s: